Região rica, bela, produtiva e de gente trabalhadora, essa tal de Brasília!

Enquanto o povo brasiliense sofre com uma seca que já ultrapassou os 100 dias sem chuva alguma, e vê os reservatórios da cidade secarem a olhos vistos, a Capital
Brasília vista do satélite
Brasília vista do satélite

Enquanto o povo brasiliense sofre com uma seca que já ultrapassou os 100 dias sem chuva alguma, e vê os reservatórios da cidade secarem a olhos vistos, a Capital Federal se prepara para mais uma semana de vigorosa intensidade política.

A partir desta segunda-feira, 04, conforme ocorre no início de todas as semanas de trabalho no Congresso Nacional, a população brasiliense, já acima dos três milhões de gente que rala muito, será aumentada, um pouco, com a chegada de deputados e senadores vindos de todas as partes do país. Junto com eles, boa parte de seus assessores.

Mas, também, ministros, diretores e assessores de ministérios e órgãos diversos do Executivo, e, também, do Judiciário e do Ministério Público. É a população flutuante, mas, na verdade, a que realmente provoca barulho suficiente, para o bem ou para o mal, com repercussão no país inteiro.

Muitos deles, ou a maioria, sequer conhecem mais do que 5% do mundo brasiliense, muito menos o dia a dia do seu povo. Contudo, influenciam em elevadíssimo grau a fama que Brasília amealhou pelo país inteiro, como sendo refúgio de ladrões, de corruptos, de corruptores, de tudo o que é de ruim numa sociedade. O que, nem de longe, representa a verdadeira realidade de Brasília, com cinturões de miséria e redutos de opulência como qualquer grande cidade brasileira.

O Distrito Federal propriamente dito, um quadrilátero geográfico de 5.801.937 km2, tem uma população calculada, em 2016, como sendo de 3.000.000 de habitantes. Contudo, tem o entorno, formado por cidades, principalmente de Goiás, mas, também, de Minas Gerais, distribuído numa área 11 vezes maior do que a do DF, e composto por uma população de 4.291.577 habitantes (cálculo de 2016).

Toda essa gente, oriunda de todos os estados brasileiros, vive, todos os dias da semana, e, de forma mais veemente, às sextas, sábados e domingos, manifestações culturais, etílicas e gastronômicas que terminam sendo, mesmo, por suas características, marcas singulares de Brasília e entorno. Mas, também, a mesma violência que caracterizam as grandes cidades brasileiras. Nisso, pouca diferença, a não ser um controle maior no chamado Plano Piloto, e um descontrole infeliz no entorno.

Por que acho que pouca gente sabe, adianto que o carro chefe da economia da região é a agropecuária, a 6ª maior do país, cuja produtividade por m² atrai pesquisadores e empresários do ramo, do mundo inteiro, para estudos e pesquisas.

Além do mais, como parte do Cerrado brasileiro, espalhado, afora o DF, por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins, Brasília é ponto de partida para vivências turísticas inesquecíveis, constituída por rios, cachoeiras, cavernas, grutas e savanas belíssimas. O turismo histórico e cultural também é fantástico, com as cidades e seus casarios e suas culturas tudo bem preservado.

A seca, esclareço ao fim e ao cabo, acaba entre o final deste mês e o início de outubro. Tem data prevista, portanto. Afinal, no Cerrado está a nascente do São Francisco, o rio Xingu (da bacia Amazônica), a maior parte da Bacia Tocantins-Araguaia e com as bacias do Paranaíba, do Atlântico Leste e Atlântico Leste Ocidental.

“A Bacia Platina, por sua vez, é também resultante de águas que surgem no Cerrado, que abriga o início das bacias do Paraná e do Paraguai. Essas bacias juntam-se e formam a rede de drenagem em questão, que envolve o Rio da Prata, um dos mais importantes da América do Sul”, segundo informa o Mundo da Educação.

Porém, infelizmente, mas por causa de parte (não, toda) de sua população flutuante, Brasília continuará estigmatizada no Brasil inteiro, de maneira falsa e absolutamente injusta para com os milhões de indivíduos que moram e ralam na região, o tempo inteiro, e com a própria e inigualável natureza da região.

Sérgio Botêlho – Anexo 6

 

 

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