Dia ruim para Lula e para a reforma da Previdência

Sérgio Botêlho Dia cheio de acontecimentos, essa terça-feira, 30, em Brasília, e muito ruim para o ex-presidente Lula, em sua cruzada para não ser preso e manter sua candidatura

Sérgio Botêlho

Dia cheio de acontecimentos, essa terça-feira, 30, em Brasília, e muito ruim para o ex-presidente Lula, em sua cruzada para não ser preso e manter sua candidatura à Presidência da República.

Começou logo cedo, com os jornais estampando declarações da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, advertindo os petistas no sentido de baixarem o tom contra o Judiciário.

Cármen Lúcia defendeu, ainda, que o Supremo não deveria rediscutir a questão da prisão de réus condenados em segunda instância (justamente a situação de Lula), já definida pela possibilidade de reclusão, apesar da contrariedade de alguns ministros.

Não demorou, e os líderes do PT, no Congresso Nacional, voltaram a criticar o Judiciário, e, particularmente, a posição da presidente do Supremo, considerando que o ex-presidente da República estaria sendo vítima de injustiça.

À tarde, os advogados de defesa de Lula ingressaram com um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça que permitisse a não prisão do líder petista até que o seu julgamento fosse concluído em última instância.

No começo da noite, o ministro Humberto Marins, do STJ, negou o pedido de Lula, e, dessa forma, expondo o ex-presidente à possibilidade de prisão. O próximo passo da defesa do petista é recorrer ao STF.

Na outra ponta da linha, o Planalto, que luta pela aprovação da reforma da Previdência, até final de fevereiro, na Câmara, teve de ouvir do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, que a proposta só será pautada se ele, Maia, sentir que tem votos para ganhar.

De acordo com Maia, caso sinta que a proposta vai perder, a matéria sequer estará disponibilizada para votação. Efetivamente, é o presidente da Câmara quem pauta as matérias para votação.

 

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