Leilões, ameaças à Justiça, caravana de Lula e MP trabalhista são os destaques das manchetes dos jornais

Edição: Sérgio Botêlho  JORNAIS: Manchete e submanchetes do jornal O Globo: TCU exclui áreas valiosas e esvazia leilão de petróleo. Governo corre risco de perder R$ 3,55 bilhões em

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e submanchetes do jornal O Globo: TCU exclui áreas valiosas e esvazia leilão de petróleo. Governo corre risco de perder R$ 3,55 bilhões em arrecadação. Mudança dificulta plano da União de levantar R$ 17,1 bilhões com privatizações e concessões em infraestrutura. Ministério de Minas e Energia tentará acordo com tribunal para licitar blocos em junho. Na véspera da 15ª rodada de licitações, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu excluir os dois blocos de petróleo mais valiosos entre os 70 que serão ofertados hoje. Juntos, eles representam R$ 3,55 bilhões, 74% da expectativa de arrecadação do certame, de R$ 4,8 bilhões. Para o TCU, a União poderia perder R$ 2,377 bilhões porque os blocos, na fronteira do pré-sal, deveriam ser leiloados pelo regime de partilha. O Ministério de Minas e Energia vai negociar com o tribunal para licitar essas áreas em junho. A disputa já havia sido afetada pelo impasse em torno do regime de isenção fiscal para investimentos em petróleo, o Repetro. A decisão do TCU representa mais um entrave aos planos do governo de levantar R$ 17,1 bilhões este ano com o setor de infraestrutura/

Governo prepara plano B para viabilizar privatização da Eletrobras/

Temer escolhe Eduardo Guardia para substituir Meirelles na Fazenda/

Pacote de crédito do BC prevê injeção de R$ 25,7 bi na economia/

Políticos repudiam ataque à caravana. Pré-candidatos ao Palácio do Planalto condenaram o ataque a bala contra o comboio do ex-presidente Lula no Paraná. Numa rede social, o presidente Temer criticou o clima de “uns contra outros”, enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tachou o fato de “gravíssimo.” Os petistas pediram que a investigação seja federalizada/

STF já mantém 85 seguranças para ministros. Um dos contratos de segurança privada do STF tem 85 agentes armados para acompanhar os ministros. A proteção aos magistrados ganhou destaque após o relator da Lava-Jato, Edson Fachin, revelar que sofreu ameaças/

Merval Pereira: Os sintomas de uma sociedade em degradação moral. São de características distintas os atentados políticos que mataram a vereadora do PSOL Marielle Franco; as ameaças ao ministro Edson Fachin e à sua família — reveladas no programa “Roberto D’Avila”, na GloboNews —; e os tiros que atingiram ônibus de uma caravana do ex-presidente Lula no Sul do país. Mas são sintomáticos de uma sociedade em degradação moral acelerada/

Seap reconhece erro em inspeção. O secretário de Administração Penitenciária, David Anthony, reconheceu que o longo tempo dado aos detentos para sair das celas prejudicou a inspeção em Bangu 3, facilitando o descarte de celulares. O complexo tem buracos na parede, e suspeita-se que a operação vazou/

Tragédias marcantes ainda sem respostas. Atos cobram justiça pelas mortes de estudante e vereadora/

Bernardo Mello Franco: É hora de cobrar responsabilidade. Na noite em que atiraram contra a caravana do ex-presidente Lula, o governador Geraldo Alckmin foi ao cinema. Depois de assistir a um filme sobre o bispo Edir Macedo, o tucano foi instado a comentar o ataque ao adversário político. “Acho que eles estão colhendo o que plantaram”, respondeu. Para quem busca se vender como candidato de “centro”, a declaração foi um tiro pela culatra/

Análise de O Globo: Tensão crescente. Impunidade é combustível. Para especialistas, faltam ações do TSE e medidas contra a violência política/

Exército só patrulha em horário comercial. Militares saem às ruas às 8h e voltam para quartéis às 17h. Ações são de curta duração/

Lydia Medeiros: Caixa na mira do Congresso. Senadores subiram o tom ontem e ficaram revoltados com o forte aumento da taxa de administração cobrada pela Caixa em contratos entre a União e os municípios, especialmente no caso de emendas parlamentares.

Editorial1: Tiros em caravana e ameaça no STF atingem a democracia. Não cabem no ciclo mais extenso de estabilidade democrática da história do país atos como os contra o ex-presidente Lula e o ministro do Supremo Edson Fachin/

Editorial2: Acordo sul-coreano não afasta risco de guerra comercial. Casa Branca comemora repactuação de tratado com parceiro asiático sobre aço e alumínio, após aplicação unilateral de tarifas/

 

Manchete e submanchetes do jornal Estado de São Paulo: ‘A Justiça não se intimida’, diz presidente do Supremo. Cármen Lúcia se pronuncia um dia após ministro Edson Fachin afirmar que sua família vem sofrendo ameaças. Um dia após o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, afirmar que sua família está recebendo ameaças, a ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte, disse ao Estado que “a Justiça não se intimida” com tentativas de constrangimento porque “tem um papel constitucional a cumprir do qual não pode se subtrair”. Segundo Cármen Lúcia, “o que o juiz ameaçado precisa é de garantia para ter tranquilidade e cumprir as suas funções”. Ela ressaltou que decisões judiciais sempre trazem um “nível de insatisfação”. “Numa democracia, as pessoas se manifestam, o que não é aceitável é ultrapassar os limites da lei”, afirmou. As declarações de Cármen e Fachin ocorrem num momento em que a imagem do tribunal se desgasta perante a opinião pública. O ministro Gilmar Mendes foi hostilizado enquanto caminhava por Lisboa, onde vai passar o feriado de Páscoa/

Segurança da desembargadora. A preocupação relatada pelo ministro Edson Fachin está relacionada à segurança de sua mulher, a desembargadora Rosana Amara Girardi Fachin, que atua no Tribunal de Justiça do Paraná/

Elite da polícia do Paraná vai apurar tiros a ônibus de Lula. Duas equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), grupo de elite da Polícia Civil do Paraná, vão investigar os ataques a tiros contra dois ônibus da caravana do ex-presidente Lula pela Região Sul. Deputados do PT cobraram que o atentado seja investigado pela Polícia Federal. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) classificou o atentado como “gravíssimo”/

Temer autoriza, mas Caixa pode não emprestar R$ 19 bi a Estados. O presidente Michel Temer deu sinal verde para que a Caixa retome os empréstimos a Estados e municípios, que tinham sido suspensos por decisão do conselho de administração do banco por considerar as operações arriscadas. Mesmo assim, nem todo o volume de R$ 19 bilhões que estava em análise no banco será desembolsado. A Caixa não tem capital para fazer frente ao risco de calote/

BC libera R$ 25,7 bi com redução de compulsório. O Banco Central reduziu os porcentuais dos compulsórios que os bancos são obrigados a reter na instituição com operações de depósito. A medida libera R$ 25,7 bilhões no sistema financeiro e faz com que os bancos tenham mais dinheiro para empréstimos. As instituições não poderão mais usar saldo de caixa para cumprir exigências/

Secretário executivo vai assumir Fazenda/

William Waack: O sinal que mais se levanta hoje no Brasil é o sinal de interrogação. Para onde vai?/

Celso Ming: A falta de reformas está conduzindo a um implacável estouro das contas públicas/

Candidaturas de centro tiram palanque de Alckmin. A candidatura de Flávio Rocha (PRB) ao Planalto preocupa os aliados do tucano Geraldo Alckmin. O empresário é mais um que entra na disputa pelos eleitores do centro, somando-se a Rodrigo Maia (DEM) e Michel Temer ou Henrique Meirelles, do MDB. Um rouba eleitor do outro e nenhum deles tira votos de Lula. Em conversas reservadas, tucanos admitem que Alckmin está ficando emparedado e poderá ter dificuldades em formar alianças. Até agora, ele garantiu o PTB e o PPS, que o tinha como plano B. O PPS queria mesmo lançar Luciano Huck/

Editorial1: Violência inadmissível. Os tiros disparados contra comitiva do ex-presidente Lula da Silva constituem intolerável incidente. É preciso que o caso seja investigado com celeridade/

Editorial2: Tesouro, confiança e juros. O Tesouro Nacional, um dos campeões de endividamento entre emergentes, se beneficia da redução de juros/

Editorial3: A desocupação do Cambridge. Se ainda havia alguma auréola de romantismo no relacionamento dos movimentos sociais com as instituições de direito, sempre afrontadas acintosamente pelos primeiros sob a alegação de que as leis e os códigos consagram apenas os direitos da burguesia, ela foi esfumaçada pela iniciativa do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) de bater nas portas do Tribunal de Justiça de São Paulo para pedir a reintegração de posse de um prédio invadido.

 

Manchete e submanchetes do jornal Folha de São Paulo:  Lula encerra sua caravana pelo Sul sob novo protesto. Polícia não divulgou pistas sobre autores de disparos contra ônibus; após críticas, Alckmin muda discurso/

Ministro do STF autoriza prisão domiciliar de Paulo Maluf. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou ontem que o deputado Paulo Maluf( PP-SP), 86, cumpra prisão domiciliar. Toffoli afirma na decisão que documentos comprovam que o parlamentar tem graves problemas de saúde. O caso vai ser analisado pelo plenário do STF. Maluf foi internado nesta quarta- feira (28) com forte dor lombar/

Doria retira verba, e corredores de ônibus emperram na cidade/

WTorre discutiu PPP da iluminação com gestão tucana. Walter Torre, da WTorre, diz que se reuniu em 2017 com o prefeito João Doria e a ex-diretora do Ilume Denise Abreu para falar da PPP de iluminação. Para ele, ficou claro que havia preferência pelo grupo rival. A prefeitura diz que o tema não foi discutido na reunião/

Análise – Flávio Ferreira. Herói de série da Netflix é problema da Lava Jato real. A série “O Mecanismo” minimiza o principal mérito da investigação na vida real: o cuidado de policiais e procuradores em ficar dentro dos limites legais e não dar margem a anulações pela Justiça. O protagonista exibe condutas que são exploradas por advogados para barrar grandes apurações/

Roberto Dias. Tucano prometeu que seria prefeito de SP e não o será. A profecia do corintiano Vicente Matheus foi sancionada: quem sai na chuva em SP pode se queimar — os postes eletrocutam pessoas. Os que escapam podem se arrebentar na rua, dada a situação dos semáforos. E o gestor sairá sem mudar o quadro/

Editorial1: Na Idade da Pedra. Tiros contra a caravana de Lula exigem investigação imediata e repúdio absoluto/

Editorial2: O campeão voltou? Sem Neymar, time comandado por Tite mostrou coesão, competitividade e solidez emocional.

 

Manchete do jornal Valor Econômico: Ajuste da MP trabalhista perde validade. Editada para promover ajustes na reforma trabalhista aprovada pelo Congresso, atenuando aspectos considerados negativos para os trabalhadores, a Medida Provisória 808 perderá a validade/

Nestlé vende o negócio de águas no país. A Nestlé vendeu seu negócio de água no Brasil para o Grupo Edson Queiroz, dono das marcas Indaiá e Minalba. A operação inclui as águas São Lourenço e Petrópolis, as fábricas e fontes localizadas em São Lourenço (MG), Petrópolis e Vale do Sol (RJ), Perus e Santa Bárbara (SP)/

Odebrecht disputa obra na Tanzânia. A Odebrecht Engenharia e Construção volta a disputar uma grande obra. A empresa é finalista em concorrência do governo da Tanzânia para construção da hidrelétrica de Rufiji, na barragem de Stiegler’s Gorge. Trata-se de empreendimento de grande porte, com capacidade instalada de 2.100 megawatts (MW)/

Harvard, não. Ana Botin, presidente do Santander, causou alvoroço em fórum de mulheres, em São Paulo, ao revelar que o pai, Emílio Botin, não a deixou estudar em Harvard “porque lá havia homens“/

TCU esvazia leilão de blocos de petróleo. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai fazer o leilão de hoje para concessão de blocos exploratórios sem duas das áreas mais promissoras. Os blocos S-M-534 e S-M-645, na Bacia de Santos, retirados do leilão por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), tinham potencial para arrecadar, juntos, R$ 3,55 bilhões/

Cunha volta a negociar delação. Ressuscitaram as negociações para a delação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Abortada há seis meses, às vésperas do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deixar o cargo, a delação ressurge em meio às cinzas da Lava-Jato/

Brasil perde 31 mil leitos hospitalares. Nos últimos oito anos, houve uma redução de 31,4 mil leitos nos hospitais privados do país. Com essa queda, o número de vagas nos 4,4 mil hospitais particulares caiu para 264 mil/

Lula compara ataque a tiros a ação ‘nazista’. Um dia após o ataque a tiros contra dois dos três ônibus de sua caravana pelos Estados da Região Sul, o ex-presidente Lula equiparou o incidente ao ressurgimento do nazismo. “Não podemos permitir, depois do nazismo e do fascismo, grupos fanáticos neste país”, disse ele, em vídeo divulgado nas redes sociais

Congresso. Cai MP que ajusta reforma trabalhista. Prazo para comissão votar MP acaba terça-feira sem que colegiado tenha sequer presidente/

Temer diz que ataque à caravana de Lula cria clima de instabilidade. Presidente afirma que atentado foi uma “pena“/

Editorial: É preciso blindar os cofres públicos no ano eleitoral. Os apoiadores de Temer gostariam de ter alguém de confiança na Fazenda e no BNDES, que tem caixa para empréstimos a governadores e prefeitos.

 

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