Meio ambiente, eleições 2018 e investigações são os destaques das manchetes dos jornais

Meio ambiente, eleições 2018 e investigações são os destaques das manchetes dos jornais. Falha na fiscalização dificulta cobranças de multas ambientais; agronegócio organiza pauta para candidatos presidenciais; nova denúncia atinge

Meio ambiente, eleições 2018 e investigações são os destaques das manchetes dos jornais. Falha na fiscalização dificulta cobranças de multas ambientais; agronegócio organiza pauta para candidatos presidenciais; nova denúncia atinge Temer.

SINOPSE DE 06 DE MAIO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e destaques do jornal O Globo: Empresas pagam só 3,4% das multas ambientais. Fiscalização falha e Justiça lenta dificultam cobrança de R$ 785 milhões. Levantamento do GLOBO junto ao Ibama e governos estaduais mostra que quase nada foi pago das autuações contra três empresas envolvidas em desastres ambientais desde a tragédia de Mariana. Fiscalização deficiente, brechas na legislação e morosidade da Justiça dificultam a punição de crimes ambientais. Levantamento do GLOBO junto ao Ibama e às secretarias estaduais de Meio Ambiente revela que desde novembro de 2015, quando ocorreu o vazamento da barragem da Samarco em Mariana (MG), foram aplicadas multas no valor de R$ 784,9 milhões à mineradora e a mais duas empresas envolvidas em desastres ambientais no Pará e em Minas: Hydro Alunorte e Anglo American. Só 3,4% do total foram pagos até agora, graças a recursos administrativos e na Justiça. Pescadores afetados pelo vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara há 18 anos esperam até hoje indenizações de R$ 80 milhões da Petrobras. Empresas contestam aspectos técnicos e jurídicos de multas/

A multiplicação dos grupos de luta por moradia. Entre as 150 entidades de São Paulo cadastradas no Minha Casa Minha Vida, há as que atendem a outros interesses/

PT interdita debate sobre alternativa a Lula. Manifestações a plano B são repudiadas, e ordem é reafirmar candidatura do ex-presidente, mesmo preso/

Aliados históricos também divergem sobre rumo eleitoral. Movimentos sociais querem manter Lula; partidos próximos defendem nome novo/

Presos, deputados do PMDB vão lançar candidatos. Aliados e familiares de Jorge Picciani, Eduardo Cunha, Paulo Melo e Albertassi devem concorrer em outubro/

Brasileiro é capturado por grupo na Ucrânia. Rafael Lusvarghi foi amarrado e agredido por nacionalistas na capital do país/

Elio Gaspari: Mesmo que venha a ser candidato a presidente, Joaquim Barbosa persistirá no hábito de não entrar em aviões particulares. Quem entra nesses aviões sabe o risco que corre, pois às vezes é impossível saber quem paga pelo brinquedo/

Merval Pereira: Desabamento de prédio explicita exploração da miséria/

Ascânio Seleme: STF tem que confirmar prisão após condenação em segunda instância/

Fernando Henrique Cardoso: País marcha quase às cegas para as eleições, daqui a cinco meses/

Míriam Leitão: Agronegócio precisa de nova agenda e não de defensores do atraso/

Lauro Jardim: Burocracia barra doação. Há 40 dias o Ministério Público Federal e a 7ª Vara Federal do Rio tentam, sem sucesso, doar R$ 1,3 milhão à segurança/

Lauro Jardim: Joaquim Barbosa virou a sensação da vez na disputa presidencial, sem ter feito qualquer agitação nas suas redes sociais — ou mesmo dado qualquer entrevista à imprensa. No Twitter, por exemplo, só publicou um post nos últimos nove meses. Barbosa está quieto, mas não parado. Ainda não disse o “sim” ao PSB, mas tem se movimentado/

Lauro Jardim: Fim da marcha lenta. Por uma via inusitada, a Lava-Jato, que nunca engrenou em São Paulo, está ganhando velocidade no mais poderoso estado do país. E essa trilha passa pelo Rio de Janeiro e Curitiba: quem está cuidando de parte das encrencas do PSDB paulista são os MPFs das duas cidades, além de Sergio Moro e Marcelo Bretas. No segundo semestre, a terra começará a tremer/

Da cocaína à festa infantil. Chefe de um braço da facção criminosa PCC, Vilmar Santana de Sousa, preso em São Paulo, é acusado de lavar dinheiro do tráfico de cocaína usando a empresa Planeta Alegria, que lançou a dupla de palhaços Teleco e Teco/

CBF não age contra abuso. Em 2014, a CBF acertou com a CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes dez medidas contra o assédio. Só três itens foram cumpridos. Houve 81 denúncias de abuso contra jovens no futebol do país desde aquele ano/

Editorial1: Temer e família diante da República. Em cenas republicanas fortes, enquanto o ex-presidente Lula está preso em Curitiba, a filha de Temer, o atual, depõe sobre suspeita de lavagem de dinheiro de propina/

Editorial2: Carências da Rocinha vão muito além da estética. Diante de tantas carências, há muito o que se fazer na Rocinha. A prefeitura poderia abrir ruas, instalar saneamento, melhorar a coleta de lixo, retirar famílias de áreas de risco, construir moradias dignas, organizar o espaço público etc. Ainda que essas obras não fossem visíveis da Lagoa-Barra.

 

Manchete e destaques do jornal Estado de São Paulo: Agronegócio cobra candidatos por maior segurança no campo. Após aumento da violência, tema entra pela primeira vez na agenda eleitoral do setor, que quer propostas. Tendência é de divisão entre candidaturas. Estratégia é focar em concorrentes que defendam bandeiras como segurança no campo, expansão do crédito e abertura do comércio exterior/

Entidades do agronegócio pedem mais infraestrutura e crédito. Representantes do setor pretendem entregar até julho uma carta com suas demandas aos pré-candidatos à Presidência/

Ciro tenta se aproximar do mercado. Pré-candidato ao Planalto pelo PDT, Ciro Gomes tenta se aproximar do mercado com a defesa de reformas, como a da Previdência. “Ciro está mais aberto e menos voluntarioso”, resume o presidente da CNI, Robson Andrade/

‘Ajuste não é de esquerda ou de direita’. Para Mauro Benevides, responsável pelo programa econômico de Ciro Gomes, o eleitor de esquerda tem de entender que sem ajuste nas contas públicas não há recursos para políticas sociais. Ele defende corte nas despesas de custeio, pessoal e com Previdência, e a volta da CPMF para o pagamento da dívida pública/

Coluna do Estadão: TSE publica neste mês acórdão de Dilma-Temer. Quase um ano depois de rejeitar a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer por abuso de poder político e econômico na campanha de 2014, o Tribunal Superior Eleitoral deve publicar até o fim do mês o acórdão do julgamento. Com a publicação, o PSDB, que moveu a ação contra a chapa, e o Ministério Público Eleitoral terão de definir se recorrem da decisão dos ministros, o que pode “reabrir” o caso. Um eventual recurso será analisado por uma composição diferente do TSE, comparada à que livrou Temer e Dilma em junho passado/

SP tem 162 movimentos por moradia popular/

O que diferencia os pré-candidatos no Twitter. Lula fez do Twitter sua banca de defesa. “Inocente” e “tranquilo” eram as palavras mais usadas por ele na rede. Pré-candidatos vão de “canalhas” (Bolsonaro) a Cristo (Marina) e metrô (Alckmin)/

Temer admite dar apoio a outros nomes. Presidente afirma em entrevista que se ‘houver uma conjugação política’ pode se alinhar a Alckmin ou demais pré-candidatos do centro/

Polícia vasculha casas de doleiros no Paraguai. Operação apreende extratos e documentos em endereços de Dario Messer e Bruno Farina, que continuam foragidos/

Para ministro do STF, no Brasil ‘cada um busca seu privilégio’. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez ontem uma crítica ao Brasil, onde, segundo ele, cada um estaria em busca de seu próprio privilégio. “Embora tenhamos avanços, ainda vivemos no País a crença de que existem superiores e inferiores e cada um vai em busca de seu próprio privilégio”, criticou/

Internet para crianças. Famílias e associações tentam driblar obstáculos e criam estratégias variadas para filtrar o material que crianças acessam na internet. O Ministério da Justiça não prevê a adoção de classificação indicativa para o conteúdo virtual. Canais como o Manual do Mundo (foto), no YouTube, são raras unanimidades positivas/

Fernando Henrique: Rumos, não só lamentos. O País precisa de renovação, mas não apenas juventude. Precisa de conhecimento, persistência, visão, honestidade/

Eliane Catanhêde: Lula solto? Pergunta que não quer calar, inclusive dentro do próprio Supremo: por que o ministro Edson Fachin enviou para o plenário virtual da Segunda Turma um agravo regimental da defesa do ex-presidente Lula? Por que não para o plenário real da Turma ou para o próprio plenário do tribunal? Afinal, o que está em jogo é grave: manter ou não Lula na cadeia/

Vera Magalhães: Mudança das estações. A mudança {no foro} feita pelo STF é a ideal? Evidentemente não. Mas ela havia de começar por algum lugar, e em algum momento que não fosse um futuro eternamente adiado pelo Congresso/

Editorial1: Constituição à la carte. O STF extrapolou suas funções ao “emendar” a Constituição a título de acabar com “os problemas e as disfuncionalidades associados ao foro privilegiado”/

Editorial2: Sem medo de defender a reforma. É estranho que candidatos critiquem reforma trabalhista

Editorial3: Outro custo do Refis. A pressão de governos estaduais para que o governo federal lhes repasse a parcela a que dizem ter direito dos resultados do vários programas de parcelamentos especiais de dívidas tributárias é mais um efeito danoso desses programas, conhecidos como Refis, sobre as contas públicas.

 

Manchete e destaques do jornal Folha de São Paulo: PM diz ter feito entrega em dinheiro a amigo de Temer. José Yunes é investigado como arrecadador de recursos ilícitos, o que ele nega. Em depoimento à Polícia Federal, feito no dia 28 de março e ainda mantido sob sigilo, o policial militar Abel de Queiroz declarou ter ido pelo menos duas vezes ao escritório do advogado José Yunes para fazer entregas de dinheiro, de 2013 a20is. Yunes é amigo próximo do presidente Michel Temer. O policial trabalhava como motorista da Transnacional, firma de transporte de valores contratada por empresas alvo da Lava Jato. Ele depôs como testemunha no inquérito que apura repasses, pela Odebrecht, de R$ 10 milhões a campanhas do MDB, supostamente acertados com Temer em 2014. Queiroz disse que ele dirigiu o veículo blindado e que outros agentes levaram os valores para o escritório. O depoimento corrobora acusação do Ministério Público Federal contra Yunes, segundo o qual o advogado atuou mais de uma vez como arrecadador de recursos ilícitos para o presidente. A Justiça abriu ação contra Yunes, acusado de integrar organização criminosa. Sua defesa diz que ele não exerceu papel de intermediário. A de Temer afirma que não teve acesso ao depoimento e que não se pronunciaria. A reportagem não conseguiu contato com a Transnacional/

O que pensam os eleitores de Geraldo Alckmin. Folha convida simpatizantes do tucano para um diálogo aberto/

Rússia prende 1.600 pessoas a um mês da Copa. As forças de segurança na Rússia prenderam ontem cerca de 1.000 pessoas que participavam de protestos contra o governo de Vladimir Putin, entre elas o líder dos atos, Alexei Navalni. As prisões ocorrem a pouco mais de um mês antes do início da Copa/

Idoso resiste à crise e se mantém na Venezuela. Com 5 milhões de pessoas com mais de 55 anos, a Venezuela também vive uma crise dos idosos, informa Sylvia Colombo. Para 20%, um pequeno bônus mensal é a única garantia de renda. Muitos asilos fecharam as portas/

Angela Alonso: Candidato ou não, Barbosa já agitou a fábrica política/

Clã Sarney tenta retomar poder e diz que desgaste no Maranhão diminuiu/

Coligação do PT com Ciro está 100% descartada, diz Luiz Marinho/

Mulheres lideram movimentos por moradia em SP. Jomarina Fonseca, 60, Antônia Rodrigues, 55, e Ivaneti de Araújo, 45, lideram movimentos de ocupação de imóveis em São Paulo. Para Antônia, o fato de a mulher ser mais acolhedora que o homem a ajuda nesse papel/

Mônica Bergamo: Filha do arquiteto fala sobre prédio que desabou em SP/

Bruno Boghossian: Aliança Alckmin-Temer seria aposta de risco na máquina política. Aproximação de tucano com presidente enfrenta resistência no PSDB e entre aliados/

Marcos Lisboa: A casa caiu. Labirinto da burocracia contribui para tragédias como a queda do Wilton Paes de Almeida/

Elio Gaspari: O movimento pode ser uma milícia. O MLSM mostrou que o que parece ser defesa do andar de baixo às vezes é bandidagem/

Janio de Freitas. Protegidos e premiados. Atividade dos doleiros e os próprios são de conhecimento público desde que existem/

Editorial: Carência imóvel. Programas como o Minha Casa, Minha Vida não reduziram o déficit de moradias de boa qualidade; novas iniciativas precisam privilegiar regiões centrais.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.