Mídia traça perspectivas para 2018, no Brasil e no mundo, e se divide sobre especulações ideológicas

Edição: Sérgio Botêlho MANCHETES DOS JORNAIS: Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Reconstrução. Em Copacabana, público estimado em 3 milhões de cariocas e turistas celebra o novo ano

Edição: Sérgio Botêlho

MANCHETES DOS JORNAIS:

Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Reconstrução. Em Copacabana, público estimado em 3 milhões de cariocas e turistas celebra o novo ano com pedidos de mais segurança, empregos e um basta à corrupção/No fim do ano, bondades de meio bilhão na Saúde. Ministro da Saúde, Ricardo Barros libera recursos de emendas parlamentares no penúltimo dia do ano. “O DO é para empenhar e pagar todos os compromissos que assumimos com nossos parceiros parlamentares” Ricardo Barros Ministro da Saúde/Temer e seu ministério de ‘notáveis’; Governo abre 2018 com ministério bem diferente do prometido quando presidente assumiu Mesmo com promessa de reduzir pastas, ministérios subiram de 25 para 28 durante o governo Temer/Prêmio recorde sai para 17 apostas. 3-6-10-17-34-37 foram as dezenas sorteadas; 17 apostadores acertaram. São de Paraná, Bahia, Minas, Pará, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro os 17 cartões que vão dividir o maior prêmio já pago pela Mega-Sena. Cada um receberá R$ 18 milhões/Irã prende 200 e bloqueia a internet. No quarto dia de protestos, governo prende 200 e restringe acesso à internet/Editorial: Rio de Janeiro pode aprender com os erros. Resta saber se a classe política fluminense entende o que se passa, se percebe os erros cometidos e se, portanto, está disposta a não repeti-los.

Manchete e submanchetes do jornal Estado de São Paulo: Operações militares no País triplicam desde 1990. Levantamento do Estado mostra aumento das ações das Forças Armadas no combate ao crime nas ruas. O crime organizado foi o principal “agente perturbador da ordem” nas ações realizadas pelos militares, segundo dados compilados pelo Estado, respondendo por 25,9% do total. Em seguida, vêm a ameaça terrorista, com 23,2%, as greves de policiais e caminhoneiros (16,5%) e as manifestações (7,1%)/Escândalos e virada à direita marcarão ano eleitoral na AL. Futuro do continente. De acordo com analistas, casos de corrupção e governos impopulares aumentam insatisfação com políticos tradicionais e tornam o cenário eleitoral imprevisível nas sucessões presidenciais de México, Colômbia, Venezuela e Brasil/Partido grande quer barrar fundo na eleição. Os grandes partidos poderão fazer uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar o uso de recursos do fundo partidário na campanha deste ano. A justificativa é que eles têm de investir o dinheiro para pagar contas do dia a dia, enquanto os pequenos poupam para despejar na campanha de seus candidatos/A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) passou a virada do ano com amigas, em Fernando de Noronha, hospedada no hotel de trânsito da Força Aérea Brasileira/Brasil longe do pódio. Em prova com vitória de africanos, Joziane Cardoso termina apenas na 10ª colocação no feminino e Ederson Vilela Pereira, em 12º, no masculino/Com o pé no risco e o olho nas urnas. Apetite maior por renda variável deve continuar em 2018, mas turbulências de ano eleitoral exigem mais cautela/Cida Damasco: O discurso de “aproveitar” a impopularidade e apenas deixar legado foi abandonado. 2018 chegou. Mas o “enigma” das eleições, que há bom tempo vem regendo a política e, por tabela, a economia, ainda está longe de ser desvendado. Mesmo em relação ao governo instalado no Planalto, pelo menos três grandes perguntas persistem sem respostas: 1) Qual será o papel específico do governo Temer na disputa presidencial? 2) A política econômica continuará no mesmo trilho ou será submetida à conjuntura eleitoral? Como e a quem Temer pretende agradar para chegar ao destino desejado?/Lúcia Guimarães: O destino político do Brasil e dos EUA depende como nunca do ecossistema digital. As resoluções de Ano Novo são um ritual que começou na Babilônia e é promovido com zelo especial pelos americanos. Celebridades são regularmente consultadas sobre sua lista de virtudes planejadas, como fazer trabalho voluntário ou poluir menos. Gostaria de cobrar essa lista dos líderes digitais do país. Em 2018, o destino político do Brasil e dos Estados Unidos depende como nunca do ecossistema digital. Hacking de urnas, exércitos de bots disseminados pelos russos, desinformação epidêmica na rede social são algumas das ameaças à democracia em qualquer parte e que nenhum país já pode se considerar pronto para enfrentar/CPFL se prepara para investir R$ 10 bilhões. Projeto para 2018. Após um primeiro ano de adaptação no controle da empresa brasileira de energia, chinesa pretende injetar R$ 10 bi no Brasil para desenvolver novos negócios; valor não inclui desembolso para compras de ativos, que também estão previstos. Anúncio da compra da CPFL Energia pela chinesa State Grid foi feito em julho de 2016, mas o negócio – da ordem de R$ 40 bilhões – só foi concluído em janeiro de 2017/Editorial: Agora, o desafio fiscal de 2018. Os primeiros obstáculos importantes à gestão eficiente das contas públicas em 2018 estão localizados no Legislativo e no Judiciário/Editorial: A Constituição no STF. As ações contra a reforma trabalhista postulam que o STF crie uma outra Constituição.

Manchete e submanchetes do jornal Folha de São Paulo: Dois em cada três latinos terão novo governo em 2018. Com rumos díspares, países da região realizarão pleitos neste ano, sem promessa de ondas de esquerda ou direita. Cerca de 425 milhões de latino-americanos, ou 2 de cada 3 habitantes da região, se preparam para a transição de governos em 2018. Além do Chile, que já elegeu o centro-direitista Sebastián Pinera para substituir em março a centro-esquerdista Michelle Bachelet, outras 3 das 5 maiores economias da região irão às urnas — a Argentina ê exceção. México e Colômbia — onde não há reeleição —, além do Brasil, elegerão seus novos presidentes. Importante parceiro comercial brasileiro no Mercosul, o Paraguai decidirá se manterá ou não o tradicional Partido Colorado no comando do país. Em Cuba, a renovação não virá das umas. O ditador Raúl Castro, 86, deve deixar o posto para Miguel Díaz-Canel, 57. Membro do Partido Comunista, ele se tomará o primeiro dirigente desde a Revolução de 1959 a não pertencer à família Castro. Na Venezuela, onde a tensão ê constante e a crise humanitária se agrava sob a ditadura de Nicolás Maduro, o calendário eleitoral também prevê um novo pleito. Para o cientista político argentino Federico Merke, não há perspectiva de ondas de esquerda ou direita. “Vejo mais a disputa entre novo e velho, ideologia e pragmatismo”, afirma/Eleitor de Bolsonaro é o mais ativo nas redes, diz Datafolha. Eleitores que dizem votar em Jair Bolsonaro para presidente compartilham mais notícias sobre política nas redes, segundo o Datafolha. Estão no WhatsApp 93% deles, e 43% disseminam conteúdo, ante 79% e 30% dos que preferem Lula/Com polarização, crescem confrontos em universidades; O polarizado ano de 2017 registrou vários embates nas universidades brasileiras, que incluíram confrontos em campi e ameaças de morte. No geral, os incidentes giraram em torno de eventos sobre gênero e da exibição do documentário “O Jardim das Aflições”, acerca da obra do ideólogo conservador Olavo de Carvalho/Tarifa branca de energia premiará economia nos horários de pico. Usuários que estejam dispostos a reduzir o gasto de energia no horário de pico do consumo -que ocorre, com alguma variação por Estado, de 17h a 21h- poderão gastar menos com a conta de luz. Entra em vigor nesta segunda-feira (1º) a tarifa branca. O regime cobra três preços: o de pico ou na ponta, como se diz no jargão do setor (mais caro), intermediário e fora da ponta (mais barato). A adesão é opcional. O consumidor precisa formalizar junto à distribuidora que quer ficar no novo regime/Estudo indica falta de dieta adequada para pacientes em terapia intensiva/Leandro Cólon: “O governo Temer vai recuar de uma decisão polêmica, o ministro Gilmar Mendes soltará mais um preso da Lava Jato e a pauta do Congresso se esvaziará durante o ano por causa das eleições” /Vinicius Mota: Talvez nunca antes na história deste país o presidente da República no Brasil tenha sido tão poderoso quanto entre 2007 e 2014. De rei do pedaço, o presidente tornou-se quase bobo da corte. Até mesmo síndicos de massa falida precisam de algum poder de decisão/Editorial: Ano decisivo. O país começa 2018 com perspectivas razoáveis na economia, mas sujeito a elevada incerteza política e ao risco de retrocessos/Editorial: A sombra do populismo. Era janeiro, e as vitórias de Donald Trump nos EUA e do ‘brexit’ no Reino Unido ainda estavam frescas. Estimulada por esses triunfos do discurso nacionalista, Marine Le Pen, líder francesa de extrema-direita, afirmou que 2017 testemunharia um “despertar” contra as políticas da União Europeia e a acolhida de imigrantes. Findo o ano, pode-se dizer que o vaticínio não se comprovou da maneira como a dirigente imaginava –mas tampouco se mostrou irrelevante o avanço de partidos norteados pelo populismo xenófobo. Seu teste nas urnas se deu em diversos países, com destaque para as duas maiores economias da Europa continental.

MANCHETES DOS PORTAIS DE NOTÍCIAS:

Manchete e smbmanchetes da hora de O Globo online: Réveillon. Queima de fogos e Anitta embalam chegada de 2018. Cariocas e turistas pedem segurança, emprego e fim da corrupção/Ministro da Saúde libera meio bilhão de reais para aliados do governo. Recursos de emendas parlamentares foram destinados no penúltimo dia do ano/Governo abre 2018 com ministério bem diferente do prometido. ‘Notáveis’ deram espaço a políticos, número de pastas aumentou e ministros denunciados continuaram no cargo/Temer é diagnosticado com infecção urinária. Equipe médica também vetou viagem de oito dias a quatro países do sudeste asiático. Palácio nega diagnóstico/Após reforma tributária, Estados Unidos voltam à dianteira. País deve crescer até 2,6% em 2018, mas estímulo ao PIB com corte de impostos pode ter fôlego curto/‘Botão nuclear está na minha mesa’, diz líder norte-coreano. Kim Jong-un disse que país precisa se concentrar em produzir ogivas nucleares em massa neste ano. 

Manchete e submanchetes da hora do Estadão online: Segurança Pública. Uso do Exército para combater o crime nos Estados cresce pelo menos 3 vezes. Levantamento do ‘Estado’ mostra como a tropa ampliou presença na rua e mobilizou cerca de 3,7 mil homens/Crime organizado e terrorismo são principais ameaças. ‘Pôr Forças Armadas nas ruas é dar férias para bandidos’/Leandro Karnal: Tratar de tendências é algo acima do ‘chute’ e abaixo da verdade. No geral, as expectativas para 2018 dizem respeito a vários conceitos opostos-complementares.

Manchete e submanchetes da hora da Folha online: Eleitor de Bolsonaro é o mais ativo nas redes sociais, indica Datafolha. Alcance de mensagens utilizando o aplicativo Whatsapp acende alerta sobre ‘fake news’/Tribunal Eleitoral terá composição mais ‘linha-dura’ durante a eleição. Eleições deste ano terão novas regras; entenda/Celso Rocha de Barros: Candidato de centro não deve ficar no meio do caminho nas discussões/Ficha Limpa traz paradoxo sobre a vontade popular/Painel: Luciano Huck pede para não ser excluído das pesquisas eleitorais/Dois em cada três latino-americanos terão novo governo em 2018. Com rumos díspares, países realizarão pleitos sem promessa de ondas de esquerda ou direita/Entrevista da 2ª. Nunca o conservadorismo foi tão despudorado, diz Zuenir Ventura. Autor de ‘1968, o ano que não terminou’, diz que legado daquele ano vive em movimentos sociais.

 

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