Ordem de prisão contra Lula é o assunto dominante nas manchetes dos jornais

Ordem de prisão contra Lula é o assunto dominante nas manchetes dos jornais. Jornais se dedicam a noticiar a ordem de prisão contra Lula, expedida por Moro, e a expectativa

Ordem de prisão contra Lula é o assunto dominante nas manchetes dos jornais. Jornais se dedicam a noticiar a ordem de prisão contra Lula, expedida por Moro, e a expectativa sobre se o ex-presidente se entregará ou aguardará a Polícia Federal.

SINOPSE DE 06 DE ABRIL DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Moro decreta prisão e ordena que Lula se entregue até as 17h. Juiz veta uso de algemas; petista deve pagar multa de mais de R$ 1 milhão. Primeiro ex-presidente condenado por corrupção no país, Lula se dirigiu ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, onde se reuniu com aliados para decidir próximos passos. O juiz Sergio Moro decretou ontem a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 562 dias depois de ele ter sido denunciado pelo recebimento de propina da OAS em contratos com a Petrobras, na forma de apartamento tríplex no Guarujá. O TRF-4 autorizou Moro a emitir ordem de prisão 17 horas após o STF ter negado o habeas corpus preventivo ao ex-presidente. No despacho, Moro afirma que concedeu a Lula, em razão da dignidade do cargo que ele ocupou, “a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal”, em Curitiba, até as 17h de hoje, vetou o uso de algemas e destinou a ele uma sala separada dos demais presos. O petista foi multado em mais de R$ 1 milhão. Lula, o primeiro ex-presidente do país a ser preso por corrupção, disse à rádio CBN que o decreto de prisão é “absurdo” e era “o sonho de consumo de Moro”. Ele foi para a sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, onde petistas discutiam se ele deveria se entregar ou resistir, aguardando que a PF o prendesse na sede, cercada por manifestantes/

Merval Pereira: Não há como Lula escapar de ir para a prisão/

Míriam Leitão: Prisão ocorrerá sob regra que pode ser mudada. (PÁGINA 18)

Padilha: Todos os corruptos devem ser punidos exemplarmente/

Lydia Medeiros: Lula quer fazer de Curitiba ponto de romaria/

Bernardo Mello Franco: O momento mais dramático da história do PT/

Sala sem grades é destinada a ex-presidente. Uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba foi adaptada para receber o ex-presidente. Ela tem cama, mesa e banheiro exclusivo, não é gradeada nem fica no mesmo andar onde estão presos o ex-ministro Antonio Palocci e o empreiteiro Léo Pinheiro.

Editorial: ‘Prisão de Lula reforça o estado de direito’. Cumpre-se um ciclo na vida política brasileira quando a Constituição enquadra um líder populista. País deve se orgulhar das suas instituições, quando a Justiça condena um ex-presidente.

 

Manchete e submanchetes do jornal Estado de São Paulo: Moro decreta prisão de Lula. Ex-presidente tem até as 17h para se entregar em Curitiba. Aliados defendiam que permanecesse em São Bernardo. Decisão ocorre um dia após STF negar habeas corpus. Petista mobiliza apoiadores em sindicato. Militantes atacam equipes de reportagem. Menos de 24 horas depois de o STF ter negado o habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz Sérgio Moro ordenou na tarde de ontem a prisão do petista e determinou que ele se apresente “voluntariamente” até as 17 horas de hoje na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex do Guarujá. Até 0h30 de hoje, o ex-presidente e seus advogados não haviam se pronunciado sobre a apresentação dele às autoridades na capital do Paraná. Aliados defendiam que aguardasse o cumprimento da ordem de prisão em São Bernardo. O petista passou parte da noite recolhido no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde seus apoiadores iniciaram vigília em protesto contra a prisão. O despacho de Moro foi anexado nos autos do processo 19 minutos depois de o magistrado da Lava Jato ter sido autorizado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região. Moro proibiu o uso de algemas. Equipes de reportagem foram atacadas em Brasília e em São Bernardo/

Mello não quer apressar julgamento. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse que a prisão de Lula “não é um fato que potencializa urgência” na análise de liminar sobre 2ª instância/

Prisão de Lula leva pânico a políticos investigados. A decisão do juiz Sérgio Moro de determinar a prisão a partir de hoje do ex-presidente Lula, somada ao resultado do julgamento do habeas corpus pelo Supremo, provocou pânico ontem entre políticos de Brasília. A avaliação é de que a Corte vai acelerar os processos contra quem tem prerrogativa de foro. Até agora, nenhum deputado, senador ou ministro alvo da Operação Lava Jato foi condenado. Há ainda os que são investigados em outros casos e estão pendurados em recursos como o de Lula. O raciocínio comum é: se Lula foi preso, quem escapa?/

‘Pedido é o mais arbitrário do século’, diz defesa. Defensor do ex-presidente Lula, o criminalista José Roberto Batochio classificou o pedido de prisão como “a mais rematada expressão do arbítrio no século 21”. Em nota, Cristiano Zanin Martins, também advogado do petista, afirmou que o mandado de prisão “contraria decisão do TRF-4”. Movimentos sociais prometeram resistir à prisão de Lula/

Eleição na Anfavea deve ter oposição. A um ano da troca do comando da Anfavea, grupo liderado por Hyundai, Honda e Toyota cogita lançar chapa de oposição. No comando da entidade se revezam GM, Fiat, VW, Ford e Mercedes-Benz/

‘Não tomaremos atitudes voluntariosas’, diz Ilan/

Editorial1: A manobra fracassada. Os ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski tentaram ganhar no grito o que não puderam ganhar por meio da argumentação e da estratégia/

Editorial2: Lula, ‘El Cid de São Bernardo’ Petistas trataram a decisão do STF como um atentado “contra o País e sua soberania”/

 

Manchete e submanchetes do jornal Folha de São Paulo: Moro manda prender Lula, que tem de se entregar hoje. Defesa vê arbitrariedade na decisão do juiz e afirma que ainda cabe recurso. Ex-presidente terá uma sala reservada em Curitiba e não poderá ser algema. Por ordem do juiz Sergio Moro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem de se entregar à Polícia Federal em Curitiba até as 17h desta sexta-feira (6). Ao ser detido, ele se tornará o primeiro ex-presidente da história do país preso após condenação criminal. A rapidez da ordem de prisão dada por Moro, titular da Lava Jato, surpreendeu o partido. Passaram-se 17 horas da decisão do Supremo Tribunal Federal, que rejeitou o pedido de habeas corpus preventivo feito pela defesa do petista. O decreto do juiz ocorreu após comunicado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região de que se encerrou o trâmite do processo do tríplex em Guarujá (SP), em que Lula foi sentenciado a 12 anos e 1 mês de prisão. Cristiano Zanin e José Roberto Batochio, advogados do petista, chamaram de arbitrária a decisão. “0 processo não acabou no TRF-4. Ainda cabe recurso. Essa volúpia de prender revela a arbitrariedade sem fim. Os falcões estão expondo as garras”, disse Batochio. No despacho de prisão, Moro fez três concessões a Lula “em razão da dignidade do cargo ocupado”. Além de poder se entregar, o ex-presidente não será algemado “em qualquer hipótese” e ficará preso em sala reservada. Após saber da ordem de detenção, o petista foi para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde uma pequena multidão se reuniu em apoio. Pouco antes, confusão na porta do Instituto Lula, em SP, deixou opositor ferido/

Prisão torna pleito 0 mais imprevisível pós-redemocratização/

Painel: Para aliados, imagem do momento da detenção é crucial/

Vinicius Torres Freire: Apoio nas ruas cai desde impeachment; o que prisão causará?/

Reinaldo Azevedo: Ex-presidente está sendo vítima de processo de exceção/

Petistas miram Cármen Lúcia após derrota no Supremo/

Alckmin deixa SP com contas piores que há sete anos. As finanças do governo de SP pioraram nos últimos sete anos sob Geraldo Alckmin (PSDB), que quer explorar imagem de gestor austero na campanha ao Planalto. Cresceu o peso do endividamento e das despesas com pessoal. O vice Márcio França (PSB) assume o cargo hoje/

Com histórico discreto, Covas assume prefeitura. Com atuação discreta em funções no Executivo e no Legislativo por mais de dez anos, Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador Mario Covas, assume hoje a Prefeitura de SP no lugar de João Doria, que concorrerá ao governo estadual/

Editorial1: Duas atitudes. Julgamento no STF mostra contraste entre condutas de Rosa Weber e Gilmar Mendes/

Editorial2: Mais um tijolo no muro. Se levada a cabo, ideia de Trump alimentará a xenofobia e estremecerá relações com o México/

Editorial3: Cornetas da guerra comercial. Os corneteiros da guerra comercial assustam os mercados, mas há tempo, ainda, para um acordo de paz. O susto aumentou com a resposta chinesa à ameaça americana de taxar a importação de produtos no valor anual de US$ 50 bilhões. Cotações despencaram nas bolsas de valores, incluída a Bovespa.

 

Manchete do jornal Valor Econômico: Moro manda prender Lula. Em decisão célere, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, na madrugada de ontem, teve o pedido de habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)/

“STF enterrou garantia fundamental”. Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-procurador-geral da República Sepúlveda Pertence acha que não há saída jurídica capaz de evitar a execução da pena imposta a Lula. Para ele, o STF “enterrou uma garantia fundamental” ao rejeitar o habeas corpus/

Prisão é um sinal para classe política. A prisão do petista, se chama atenção pela celeridade, terá contudo um significado bastante diferente: representa uma inflexão na blindagem da classe política em relação ao sistema judicial/

Acordo de sócios na BRF é adiado e ações caem. O acordo dos fundos de pensão Petros e Previ com Abilo Diniz, que poria fim à disputa pelo comando da BRF, empacou. As negociações emperraram ontem durante reunião extraordinária do conselho de administração da empresa. Com a falta de acordo, as ações da BRF, que abriram o dia em alta, fecharam em queda de 4,38%/

Renda variável lidera captações. Pela primeira vez, neste início de ano os fundos de investimentos em ações e multimercados tiveram captação líquida superior ao das carteiras de renda fixa, resultado da migração dos aplicadores para o risco diante da queda dos juros. Os multimercados tiveram captação líquida de R$ 33,3 bilhões no primeiro trimestre/

Espaço para crescer. Após investir US$ 5 bilhões no Brasil desde 2010 e prever mais US$ 1 bilhão por ano, a Total ainda vê espaço para crescer no país, inclusive em gás e energias renováveis, diz Patrick Pouyanné/

Independência do BC entra em pauta na terça. Projeto que institui a independência do Banco Central deve ser votado na Câmara na próxima semana. O assunto, polêmico, foi tema da campanha eleitoral de 2014 e deve voltar agora/

À Mesa com o chef. Dono de um império gastronômico de 19 restaurantes em três continentes, o chef francês Daniel Boulud inova com cozinha robótica e abre casa em NY projetada por brasileiro/

VW opera no limite da capacidade. A maior fábrica da Volkswagen no Brasil, em São Bernardo do Campo (SP), está com sua capacidade de produção esgotada. Da unidade, que hoje funciona 24 horas, saem diariamente 1.096 automóveis/

Contas públicas Governo vai analisar imposto sobre bancos. A lei que aumentou de 15% para 20% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dessas empresas vale apenas até 31 de dezembro de 2018. Com isso, o governo deve perder cerca de R$ 5 bilhões em receitas no Orçamento/

Cenas de um governo que virou ‘pato manco’. Orientações presidenciais começam a ser ignoradas pelos técnicos, órgãos de controle passam a barrar decisões com mais desenvoltura e sem reação, perde-se o comando/

STF decide que governo não pode mais reduzir unidades de conservação por MP. A ação se referia à MP 558 de 2012 e que reduzia parques e áreas de proteção ambiental em Rondônia, no Amazonas, no Pará e no Mato Grosso para abrigar hidrelétricas e regularizar produtores rurais/

Febre amarela mata 328 pessoas desde julho de 2017. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, crescimento é de 49% entre períodos analisados em 2016-2017 e 2017-2018/

Judiciário. STF julga situações iguais de forma diferente. Para juristas, mais de 90% das decisões são dadas individualmente e levam a oscilação de jurisprudência/

Impacto da decisão na eleição divide adversários, enquanto Planalto se cala. Petistas reforçam discurso de vitimização e Planalto se cala sobre mandado de prisão de Lula/

Editorial: Dividido, Supremo sela o destino político de Lula. O capítulo legal, porém, não se encerrou. É mais que provável que Dias Toffoli, que substituirá Cármen Lúcia na presidência em setembro, coloque as ADCs em votação.

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