Política, violência e economia são os destaques do noticiário

Edição: Sérgio Botêlho  JORNAIS: Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Facção de SP avança no Rio e é desafio à segurança. Inteligência revela presença do grupo na Rocinha.

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Facção de SP avança no Rio e é desafio à segurança. Inteligência revela presença do grupo na Rocinha. Informação já chegou a militares, que temem aumento de conflitos. Relatório do serviço de inteligência que consta da base de dados do interventor, general Walter Souza Braga Netto, indica movimentação preocupante de quadrilhas em ação no Rio: o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, preso em Rondônia, se aliou ao PCC, a maior facção criminosa de São Paulo, que passou a ter, pela primeira vez, presença territorial em favela no Rio. Um carregamento de fuzis e munição já teria sido enviado a comparsas de Nem. Para o promotor André Freitas, que atua na Vara de Execuções Penais, nova configuração do crime organizado pode aumentar a violência no estado. A Rocinha enfrenta guerra há seis meses/Jungmann quer construir presídios em parceria com iniciativa privada/Ex-deputado condenado por matar no trânsito. Nove anos depois de matar duas pessoas num acidente em que dirigia alcoolizado e a 170km/h, em Curitiba, o ex-deputado Carli Filho foi condenado ontem, por unanimidade, a nove anos e quatro meses de reclusão. Mas poderá recorrer em liberdade. O caso é símbolo na luta contra a impunidade no trânsito no Brasil/Gilmar ataca e Barroso reage. O ministro Gilmar Mendes acusou o colega Luís Barroso de antecipar julgamentos e falar “pelos cotovelos”. Barroso respondeu que não frequenta palácios nem troca “mensagens amistosas com réus”/Receita fecha cerco a autônomo/Anistia a produtor rural é mantida/Governo busca candidato ideal. Temer exige compromisso eleitoral de novos ministros e procura nome da base para outubro/Bernardo Mello Franco: Os militares no poder. Em outros tempos, quem quisesse entender o poder no Brasil precisava ter à mão o “Almanaque do Exército”. A publicação está voltando a revelar sua utilidade nestes meses finais do governo Michel Temer/Segovia: de diretor-geral a adido na Itália. O anúncio da nova função foi feito por Temer, que elogiou o ex-diretor da PF/Editorial1: Novo Código Comercial induz à burocracia. Texto em vigor é de 1850, mas sua atualização, em tramitação no Congresso há sete anos, poderá aumentar o custo das empresas e os conflitos judiciais/Editorial2: Condenação em acidente de trânsito é emblemática. Jurados reunidos em Curitiba aceitaram a tese da acusação, de que Carli Filho assumiu o risco de matar os dois jovens, ao dirigir alcoolizado e em alta velocidade.

Manchete e submanchetes do jornal Estado de São Paulo: Refis mais recente perdoa R$ 62 bi, quase o dobro do previsto. Regras mais generosas, com descontos de até 70% em multas e de até 90% em juros, concedidas após pressão no Congresso, atraíram adesão maior do que a esperada. Deve chegar a R$ 62 bilhões o perdão concedido pelo governo federal no último parcelamento de débitos tributários, o Refis. O valor é quase o dobro dos R$ 35 bilhões esperados. O cálculo foi atualizado pela Receita Federal porque, com regras mais generosas, a versão final do programa acabou incentivando adesão maior do que a prevista. A primeira versão do Refis não incluía descontos em multas e juros. Após pressão de parlamentares – muitos deles com dívidas com o Fisco – para melhorar as condições da proposta, o governo acabou concedendo descontos de até 70% em multas e de até 90% em juros, de olho em futuro apoio à reforma da Previdência, que acabou engavetada. Os parcelamentos especiais permitem que empresas refinanciem dívidas com descontos sobre juros, multas e encargos e, em troca, o governo recebe uma parcela da dívida adiantada, mas abre mão do que poderia ganhar com juros e multas/Prioridade da Lava Jato continua, diz Jungmann. O ministro da Segurança, Raul Jungmann, disse ontem que a Lava Jato e o combate à corrupção continuam sendo prioridade da Polícia Federal, mesmo com a transferência da corporação do Ministério da Justiça para sua pasta. Mais 20 delegados devem ser mandados para o setor de combate à corrupção, de acordo com o ministro. Jungmann disse ainda que a troca de Fernando Segovia por Rogério Galloro no comando da PF é o resultado de sua “relação pessoal” com este/Desemprego sobe, mas vagas formais ficam estáveis. A dispensa de trabalhadores temporários do fim do ano elevou a taxa de desemprego para 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, ante 11,8% no período anterior. Dados do IBGE apontam, porém, estabilidade no emprego formal/STF aprova novo Código Florestal e anistia multas. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem pela constitucionalidade da maioria dos pontos da lei que alterou o Código Florestal, de 1965. A decisão perdoa as multas de quem fez desmatamento ilegal até julho de 2008/Deputados aprovam projeto ‘pró-Uber’/Odebrecht usou caixa 2 em campanha no Peru/Celso Ming: Falta dimensionar o grande impacto sobre o emprego que virá a reboque da revolução prevista para o setor automotivo/Verissimo: O golpe de 1964 e a intervenção de 2018 refletem mania de apelar para os militares como instância final antes do caos/Para ser adido, Segovia terá de revogar norma. Para ser nomeado adido da PF em Roma, Fernando Segovia terá ele mesmo de revogar uma instrução normativa que o proíbe de ocupar o cargo. O Artigo 20, Inciso VIII da Norma 86 estabelece entre os requisitos “não ter exercido a função de Adido nos três anos anteriores à indicação”. Segovia ocupou a função na África do Sul até 2017. Ou seja, só poderia assumir nova adidância em 2020. O ‘Diário Oficial da União’ traz hoje a indicação dele para ser adido na Itália a partir de agosto. Dois diretores indicados por ele também ganharão cargos no exterior/Editorial1: Distribuir para crescer. Qualquer programa sério de crescimento deve incluir o combate à corrupção e à desigualdade, segundo o novo estudo sobre a economia brasileira da OCDE/Editorial2: Muito a esclarecer. Ao afirmar em manifestação ao STF que Wesley Batista e Francisco de Assis e Silva cometeram o crime de corrupção ativa na “cooptação de funcionário público”, vale dizer, de Marcelo Miller, Raquel Dodge há de reconhecer que, a ser procedente tal acusação, há de se investigar a sério o ex-procurador pela eventual prática do crime de corrupção passiva, entre outros a serem apurados/Editorial 3: Um Ministério sem sentido. Por que havia necessidade de se criar um Ministério para a segurança pública se já havia uma pasta, a da Justiça?.

Manchete e submanchetes do jornal Folha de São Paulo: Eu vou brigar até ganhar, diz Lula sobre candidatura. Petista afirma estar certo da absolvição e que discutir plano B é dar impedimento como consumado. Com a Justiça prestes a decidir se ele será ou não preso em razão da condenação no processo do tríplex, o ex-presidente Lula diz, em entrevista a Mônica Bergamo, que é um homem muito tranquilo, que sabe que será absolvido. Ele rechaça, entretanto, abrir qualquer discussão sobre candidatura alternativa no PT. “Se eu fizer isso, minha filha, estou dando o fato como consumado”, afirma. “Eu vou brigar até ganhar.” Para o petista, ele está sendo transformado em vítima desnecessária ao ser ameaçado de ficar fora das eleições. “Eu quero saber o seguinte: eu, proibido de ser candidato, na rua fazendo campanha, como eles vão ficar?” Lula aposta em uma disputa novamente dominada por PT e PSDB em outubro. E aconselha o presidenciável Ciro Gomes (PDT) a não falar mal de seu partido. “Vamos ser francos: pela direita, ninguém será presidente sem o apoio dos tucanos. Pela esquerda, ninguém será presidente sem o PT.” Ele diz que não tem medo de nada e não sairá do país. “Tô achando que eu sou o cara que nasceu para viver 120 anos. Dizem que ele já nasceu, quem sabe seja eu?” Declara, porém, que as acusações causaram grande mal à sua família. “Eu tenho todos os meus filhos desempregados. E ninguém consegue arrumar emprego.” O petista falou ainda sobre as acusações contra Michel Temer (MDB) na delação da JBS e diz que houve tentativa do Grupo Globo, que revelou o caso, de golpe. “Àquele golpe tinha como pressuposto básico o Temer cair, o Rodrigo Maia [presidente da Câmara] assumir e o [Rodrigo] Janot ter terceiro mandato [na Procuradoria-Geral].”/Jungmann diz que vai discutir nomeações com o diretor da PF. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), anunciou que pretende discutir a nomeação de cargos de chefia na Polícia Federal com o novo diretor- geral do órgão, Rogério Galloro. Quando a PF estava subordinada ao Ministério da Justiça a praxe era a própria corporação escolher os nomes, os quais o ministro referendava/Matias Spektor: Sociedade precisará acompanhar os novatos na política A última grande renovação da classe política brasileira ocorreu há 30 anos, quando a Nova República trouxe a geração de Lula e Fernando Henrique Cardoso ao poder’. Hoje, porém, a sensação é de frustração. Neste ano teremos nova oportunidade de renovação e, se isso ocorreu; uma turma de novatos na política. Para evitar frustração, a sociedade precisa acompanhar de perto esse pessoal/Exército vai atuar em outras 4 áreas do estado do RJ. Além da capital, interventores federais definiram quatro regiões do Rio de Janeiro em que o Exército atuará para combater o tráfico. A ação abrangerá áreas turísticas, região metropolitana, Baixada Fluminense e norte do estado, onde a venda de drogas se expandiu em reação às Unidades de Polícia Pacificadora/Michel Temer: Esforço contra a criminalidade não pode ficar só no Rio. Sabemos que há um clamor nacional por paz. Não podemos ficar só no Rio de Janeiro. Precisamos de um esforço conjunto paia atuar contia a criminalidade nacionalmente. Confiamos que obteremos na segurança os bons resultados que, com muito esforço, já conquistamos na economia, na educação, no meio ambiente, na integração, na saúde e em tantas outras ações do nosso governo/EUA dificultam a entrada do Brasil em clube dos ricos. Os EUA travaram o início do processo de análise do pedido do Brasil, feito há nove meses, para integrar a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Com a entrada no órgão, o país melhoraria sua imagem internacional. Mas os EUA votaram contra. Defendem que a OCDE mantenha-se como um clube dos ricos/Engenheiro tido como operador do PSDB é citado em sete delações/Editorial1: Ministério. Passos incertos. Pasta da Segurança Pública estreia sem apresentar novas diretrizes ou recursos/Editorial2: Golpes de insensatez. Não cabe ao Ministério da Educação exercer controle sobre o conteúdo exposto nas salas de aulas.

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