Renan, Jucá e Sarney podem ser presos

Segundo manchete de O Globo, Janot pediu a Zavascki a prisão de Renan, Jucá e Sarney.
Ministro Teori Zavascki durante sessão da 2ª turma do STF. Crédito: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Novos tremores no mundo da política nacional. Segundo o jornal O Globo, em sua edição desta terça-feira, 07, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). O pedido foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, que comanda as investigações sobre a Lava Jato.

O Globo atribui a informação a “um interlocutor de ministros do STF”. Janot alega no pedido de prisão que o presidente do Senado, o ex-presidente da República e o primeiro vice-presidente do Senado, “tramaram contra a Lava Jato”. As provas apresentadas são as gravações feitas pelo ex-senador Sérgio Machado.

Em trechos de gravações com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o ex-presidente da República José Sarney se queixa das decisões tomadas pelo juiz Sérgio Moro em investigações contra corrupção – que chamou de “ditadura da Justiça” – e comenta sobre o afastamento de Dilma Rousseff, que, segundo Sarney, vai resistir “até a última bala” no processo de impeachment.

As conversas entre Machado e membros da cúpula do PMDB começaram a vir à tona em 23 de maio último, quando o jornal Folha de S. Paulo publicou trechos de áudios em poder da Procuradoria-Geral da República (PGR) em que, segundo a reportagem, o ministro do Planejamento Romero Jucá teria sugerido a formação de um “pacto” para conter a Lava Jato. Jucá anunciou que iria se licenciar do cargo e foi exonerado no dia seguinte.

Na sequência, a divulgação pela imprensa de trechos inéditos de conversas gravadas por Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ex-presidente José Sarney indicam a preocupação com os desdobramentos da Lava Jato por parte dos políticos, que estariam articulando para restringir as consequências da operação.

O acordo de delação premiada de Sérgio Machado, ex-diretor da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras, já foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Machado é investigado na Lava Jato por supostos desvios na estatal durante o período em que ocupou o cargo.

Da Redação do Anexo 6, com informações de O Globo e da Agência Brasil

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