Resiliência de Lula desafia quadro político

Sérgio Botêlho A nova pesquisa CNT-MDA, sobre as eleições 2018, divulgada nesta segunda-feira, 14, revela um quadro que insiste em não mudar mesmo após a prisão do ex-presidente Lula:

Sérgio Botêlho

A nova pesquisa CNT-MDA, sobre as eleições 2018, divulgada nesta segunda-feira, 14, revela um quadro que insiste em não mudar mesmo após a prisão do ex-presidente Lula: o petista continua liderando (32,4%), com folga, a disputa no primeiro turno e vence em todos os cenários, no segundo.

Lula foi eleito pela primeira vez como deputado federal constituinte, em 1988, representando o Estado de São Paulo, para, em 2002 ser eleito, pela primeira vez, presidente da República. Foi preso por decisão do juiz Sérgio Moro, em sentença confirmada pelo TRF-4, em 07 de abril.

Enquanto isso, seu principal adversário, o deputado federal Jair Bolsonaro, se apresenta com 16,7% das intenções de votos, o mesmo índice que vem ostentando há meses. Sem Lula, Bolsonaro sobe apenas 2%.

Bolsonaro, deputado federal pelo Rio de Janeiro, é um veterano político do país (parlamentar desde 1988). Não somente ele, mas toda a família (ex-mulher, irmão e filhos) estão ou estiveram na política e exercem ou exerceram mandatos parlamentares.

Os demais candidatos (Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Álvaro Dias, Fernando Collor, Guilherme Boulos, Manuela D’Ávila, Amoêdo, Flávio Rocha, Henrique Meirelles, Rodrigo Maia e Paulo Rabello de Astro) pontuam entre 7,6% e 0,1%.

Instigador na pesquisa, com relação à permanência de Lula na liderança, é o tempo de prisão do petista, perto de completar 40 dias, tendo passado de ampla a uma mais discreta presença, na mídia, sem, contudo, perder a posição.

Há, entre os especialistas, os que vaticinam, por conta disso, uma resiliência que deve permanecer inalterada, até outubro, reveladora de que terá influência decisiva no pleito, seja lá em que situação ele estiver.

 

 

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