Robotização das redes, nova lei trabalhista e atividades do Supremo são os destaques das manchetes

Neste domingo, 01, um Domingo de Páscoa, os jornais usam temas diversos em suas manchetes. Robotização das redes, nova lei trabalhista e atividades do Supremo são os destaques em O
Primeira Hora – Anexo 6

Neste domingo, 01, um Domingo de Páscoa, os jornais usam temas diversos em suas manchetes. Robotização das redes, nova lei trabalhista e atividades do Supremo são os destaques em O Globo, no Estadão e na Folha de São Paulo.

O Globo chama a atenção para “exército de robôs” e fake News, com foco perigoso nas eleições de outubro próximo.. Estadão credita à nova lei trabalhista a redução de processos na Justiça do Trabalho. Folha diz que ministros do Supremo tem 88 dias de folga, ao ano.

Em todas as primeiras páginas, contudo, há temas que se repetem. Um deles é a ordem de soltura, expedida pelo ministro Luís Roberto Barroso, em favor dos amigos de Temer que estavam presos. Barroso mandou prender e mandou soltar a pedido da procuradora geral da República, Raquel Dodge.

Uma outra abordagem comum aos três principais jornais atenta ao julgamento, no STF, previsto para a próxima quarta-feira, 04, do habeas corpus interposto pela defensa de Lula contra a prisão do ex-presidente. Informações e análises de colunistas e editoriais compõem o material.

Edição: Sérgio Botêlho 

Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Exército de robôs para fake news ameaça desequilibrar as eleições. Facilidade na compra de ‘likes’ e uso de perfis falsos para turbinar imagem de políticos alertam para o risco de disseminação de notícias falsas. Reportagem do Globo mapeou as principais estratégias para a propagação de informações por ferramentas virtuais e testou a aquisição de seguidores em redes sociais. Um mercado em ebulição desperta, em um 2018 já inflamado pelo clima pré-eleitoral, alertas para a estabilidade do pleito. Pela internet, a venda de perfis, o conteúdo distribuído por robôs e a compra de bancos de dados para montar estratégias de distribuição de informações criam um ambiente cada vez mais propício à propagação de notícias falsas. Artimanhas virtuais que propiciam a difusão de boatos e difamações e que inflam perfis digitais foram identificadas já na campanha de 2016. Sem regulação, a compra pela internet de atalhos que montam exércitos virtuais atrás, em última instância, do voto do eleitor, é agora cada vez mais acessível. O Globo fez um teste e comprou em sites especializados dois mil “likes” no Facebook e dez mil seguidores no Twitter por R$ 349,80 para perfis criados nestas redes especificamente para este fim/

PGR pede para soltar amigos de Temer. Depois de determinar que oito presos na Operação Skala depusessem novamente, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ontem a revogação de todas as prisões, entre elas as de José Yunes e a do coronel João Baptista Lima, amigos do presidente Michel Temer/

Atentado a Marielle tem 2 testemunhas. Duas testemunhas revelam ao GLOBO os últimos momentos da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Elas, que não foram ouvidas pela polícia, contam detalhes da dinâmica do crime, que presenciaram a cerca de 15 metros de distância, e até a rota de fuga dos assassinos/

BC faz cerco ao dinheiro vivo. Bancos fecham agências, e BC estimula pagamentos eletrônicos, mas rede de internet não ajuda/

Merval Pereira: Punição judicial é chave antifeitiço de candidatos corruptos/

Elio Gaspari: Com relações perigosas, governo Temer continua, mas acabou/

Ascânio Seleme: PF e MP trabalham de forma republicana/

Míriam Leitão: Nada salva a chapa eleita em 2015.

Anteriores ao de Lula, há 33 habeas corpus na fila para análise do STF. Corte ainda não analisou pedidos de desconhecidos e famosos como o do ex-médico Roger Abdelmassih/

Doze anos depois, Alckmin tem mais problemas do que em 2006/

Fernando Henrique Cardoso: Civilização ou barbárie. O assassinato de Marielle Franco é um alerta; deve nos fazer lembrar que está em jogo o avanço na construção de uma sociedade decente no Brasil/

Minas, à beira de se tornar um novo Rio. Estado gasta 69% da sua receita com pessoal e está perto de bater limite da Lei de Responsabilidade Fiscal/

Editorial: Situação precária. Os Correios já foram sinônimo de eficiência, mas, com o passar do tempo e de governos, a empresa não manteve o padrão e, principalmente, não conseguiu enfrentar com êxito a revolução tecnológica de que resultou a internet. As mudanças abalaram parte importante de seus negócios, com o advento do e-mail, imbatível substituto das cartas, mas, em contrapartida, criariam o e-commerce e um enorme fluxo de mercadorias. Em vão, para a estatal.

Manchete e submanchetes do jornal Estado de São Paulo: Nova lei trabalhista freia indústria de processos. Pedidos ‘oportunistas’ de indenização por dano moral e adicional de insalubridade praticamente desapareceram. Derrotado paga a conta. Autor de ação anterior à reforma também é condenado a bancar defesa da empresa/

Entrevista com Edmar Bacha. ‘Abertura comercial deve ser ideia-mãe’. Para Bacha, crescimento virá com comércio exterior, e gasto público tem de ser revisto para atender aos mais pobres/

Procuradoria pede e Barroso solta amigos de Temer. Aliados do presidente Temer, eles são acusados de integrar ‘organização criminosa’ para repasse de propina; caso está na 1ª instância do DF/

TCU pode pedir ao STF acesso à Operação Skala/

GSI prevê necessidade de reforçar proteção a Temer. Acirramento do debate político, evidenciado pelo ataque à caravana de Lula, eleva preocupação com segurança do presidente/

Ato contra Lula teve até ‘vaquinha’. Manifestantes contrários ao ex-presidente arrecadaram dinheiro através de grupos de WhatsApp durante caravana petista pela região Sul/

Áudios mostram como foi julgamento no STM de Bolsonaro. ‘Estado’ obtém áudios inéditos da sessão do STM que, em 1988, absolve o então capitão do Exército por ações contra decoro da classe/

Após CPI, milicianos reocupam o Rio. Primeiro e segundo escalões foram presos e agora estão voltando às ruas; mortes recentes creditadas ao bando expõem ousadia do esquema. Antes de ser vereadora, Marielle atuou, como assessora parlamentar, na CPI/

Um império bilionário no Brás. Empresários árabes e judeus que atuam na região central de São Paulo se uniram para abrir shoppings avaliados em R$ 1,6 bilhão/

Negro enfrenta barreiras ao voto nos EUA. Cinco décadas após morte de Martin Luther King, acesso às urnas ainda é luta de grupos de direitos civis/

70% das cidades têm alto índice de repetência. Educação. Em mais de 70% das cidades, ao menos 1 em cada 4 estudantes entra no ensino médio com dois anos de atraso – aos 17 anos, em vez de 15, a idade correta. Especialistas defendem que reprovação não traz benefícios e faz com que adolescente deixe escola/

Dyogo Oliveira pode assumir BNDES. Escolha foi fechada em reunião com Moreira Franco e Romero Jucá; PP acerta indicação para Ministério da Saúde/

Edinho, filho de Pelé, treina times na prisão. Condenado a doze anos por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico, filho de Pelé orienta os times da penitenciária e planeja retomar carreira/

Eliane Catanhêde: Ministro Dias Toffoli livrou Demóstenes, Maluf e Picciani para justificar HC de Lula?/

Vera Magalhães: A culpa dessa total insegurança jurídica e política é do Supremo Tribunal Federal/

Editorial1: Limites ao Poder Judiciário. Ultimamente é grande o número de juízes do Supremo Tribunal Federal que se orgulham de violar a Constituição/

Editorial2: Mera formalidade. Partidos fingem que prestam contas de campanhas, Justiça Eleitoral finge que as fiscaliza/

Editorial3: Tecnologia e trabalho no campo. São notáveis os efeitos, na produção agrícola, do emprego de novas tecnologias, que exigem mais capital, mas resultam em ganhos expressivos de produtividade.

 

Manchete e submanchetes do jornal Folha de São Paulo: Ministros do Supremo têm 88 folgas a cada ano. Número não considera fins de semana; calendário voltou ao debate após caso Lula. Além dos fins de semana, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal têm direito a 88 dias de descanso ao ano, norma que se estende a todos os magistrados. O calendário do Judiciário voltou ao debate após o adiamento por 13 dias da análise do habeas corpus do ex-presidente Lula pelo STF. No ano, um juiz trabalha em 196 dias —contra 227 dias na iniciativa privada. Os ministros usufruem de 60 dias de férias, em janeiro e julho. E recebem duas vezes o adicional de salário, totalizando R$ 22,5 mil. Há ainda o recesso de fim de ano e outros 18 feriados, seis a mais que a população. Entidades representativas dizem que a carga de trabalho dos juizes ê imensa e o peso da responsabilidade é superior ao da maioria das outras profissões. Além disso, despachos fora do expediente, plantões e horas extras não são remunerados. As regras em vigor foram estabelecidas durante e entre as ditaduras do Estado Novo (1937-1945) e militar (1964-1985)/

TSE paga R$ 1.000 a juizes por sessões de menos de dois minutos/

Barroso manda soltar amigos de Temer presos em ação da PF/

Boeing quebra recordes e sai à procura de novos parceiros. A gigante da aviação Boeing, que quer comprar a Embraer, bateu recorde de entregas e de desempenho financeiro em 2017, enquanto pressiona fornecedores e busca parcerias pelo mundo, narra Estelita Hass Carazzai. Com o anúncio de novos fabricantes na China, Rússia e Japão, a americana reforça disputa cada venda com a europeia Airbus/

Startups do país conquistam o mercado global. Empresas jovens que não dependem de venda e entrega física estão focando desde cedo a expansão e os negócios internacionais. Ainda não há pesquisa que quantifique as startups atuando fora do país, mas, em conversas com profissionais do setor, a reportagem identificou 52 casos/

Guardia assumirá o Ministério da Fazenda e Dyogo Oliveira, o BNDES/

Jurista que pediu renúncia de Dilma faz parecer contra a prisão de Lula. Apelo final A defesa de Lula vai entregar aos ministros do STF parecer de José Afonso da Silva contra a prisão após condenação em segunda instância. O texto aborda aspectos técnicos e polêmicas que extrapolam o ambiente jurídico. Sustenta que “ou a presunção vale até o trânsito em julgado, ou não vale –não há meio termo possível”– e que um tribunal só se apequena quando vai contra a lei. Um dos juristas mais citados em decisões do Supremo, Afonso pediu a renúncia de Dilma Rousseff em 2015/

José Padilha: Achei que esquerda acordaria de seu estupor ideológico. Esperava mais dos formadores de opinião da esquerda. Pensei que em algum momento fossem acordar do estupor ideológico e ajudar pessoas de bem na luta contra o mecanismo real, em vez de se associar a ele para lutar contra o exposto na Netflix/

Antonia Pellegrino: José Padilha não entendeu o mecanismo. Não creio que ele tenha a intenção de defender algum candidato ou mesmo uma ditadura, mas é isso que a lógica da série acaba sugerindo/

Janio de Freitas: Temer se salve ou não, é o caso de pedir socorro para o país/

Editorial1: Refazenda. Desempenho de Meirelles se deveu a agenda clara e apoio do Planalto; seu substituto precisa do mesmo/

Editorial2: Choro e ranger de dentes. Teologia moderniza a noção de inferno: em vez de sofrimento eterno, o afastamento da alma de Deus.

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