Segurança pública, economia e eleições 2018 são os destaques das principais manchetes

SINOPSE DE 12 DE MARÇO DE 2018 Edição: Sérgio Botêlho  JORNAIS: Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Rio reduz investimento em segurança a quase zero. Governo destinou apenas

SINOPSE DE 12 DE MARÇO DE 2018

Edição: Sérgio Botêlho 

JORNAIS:

Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Rio reduz investimento em segurança a quase zero. Governo destinou apenas 0,14% do orçamento para a área em 2017. No total, estado tem 6º gasto per capita mais alto do país, porém maior parte vai para folha. O Rio gastou apenas 0,14% do orçamento da segurança em investimentos em 2017, o menor percentual em uma década. O atual patamar representa só 4,4% do que era investido no auge das UPPs, em 2010. A taxa de investimentos vai na direção contrária à de assassinatos: quando a primeira sobe, a segunda cai, o que se inverteu nos últimos anos, com a queda das verbas e o aumento das mortes. No total, o Rio é o sexto estado que mais gasta com segurança, por habitante. A maior parte, no entanto, é consumida pela folha de pessoal/Jungmann: ‘Sem equipe, sem dinheiro e sem teto’. Com pouco dinheiro para implementar ações de segurança, governo pretende convocar grandes empresários do país para pedir doações e financiar projetos/Negociação com EUA sobre aço deve envolver Embraer e etanol. O governo só vai à OMC depois de esgotar conversas com Trump para isentar o aço brasileiro da sobretaxa de 25%, mas negociadores avaliam que podem ter de ceder na associação de Embraer e Boeing ou na entrada do etanol americano no Brasil/Correios decidem entrar em greve a partir de hoje/Anastasia descarta concorrer em MG e ameaça planos de Alckmin. Ex-governador rejeita apelos para se candidatar e impulsionar palanque tucano/Governo acelera dissolução de empresa espacial. MP deve ser editada para liquidar binacional; projeto fracassado com a Ucrânia soma dívida de R$ 130 milhões/Editorial: Regulamentação de aplicativos de transporte. Nossa opinião: concorrência saudável. A discussão sobre os aplicativos de transporte de passageiros, como o Uber, não acontece somente em cidades brasileiras, mas em metrópoles do mundo inteiro. Não surpreende. Toda vez que uma nova tecnologia é incorporada ao dia a dia dos cidadãos, ela rompe paradigmas, muda comportamentos, agita mercados e gera descontentamento em grupos e corporações que resistem a se adaptar aos novos tempos. Aconteceu na Revolução Industrial, e tem sido assim ao longo dos séculos. Mas, como mostra a História, algumas mudanças são inexoráveis.

Manchete e submanchetes do jornal Estado de São Paulo: Famílias retomam hábitos de consumo da fase pré-crise. Depois de cortar ou trocar produto mais caro por outro mais barato, consumidor volta a incrementar as compras. As famílias brasileiras começam a retomar hábitos de consumo dos tempos de bonança da economia. Depois da recessão, que fez o consumidor cortar ou trocar produtos no dia a dia, a lista de compras voltou a ter mercadorias mais caras. No lugar da margarina, a manteiga retornou à mesa. O óleo de soja foi substituído pelo azeite de oliva. Requeijão, batata congelada e pão industrializado também estão de volta ao cardápio. Dados da consultoria Kantar Worldpanel mostram que, em 2017, mais de 2 milhões de famílias voltaram a comer manteiga. No pico da crise, o produto estava presente em 32,94% dos lares. Essa participação subiu para 36,80% – superior à registrada antes da recessão, em 2014 (34,17%). A retomada no consumo decorre de um conjunto de fatores: inflação baixa, juros no menor patamar histórico, aumento da renda e reação do mercado de trabalho/Esteves volta ao comando. O banqueiro André Esteves se prepara para voltar a ter um cargo formal de comando no BTG Pactual. Há discussões internas para que ele possa retomar a presidência do conselho. O banco definirá nos próximos meses se vai se desfazer da participação no suíço BSI, vendido para EFG International. O discurso é concentrar esforços na América Latina. O BTG Pactual tem R$ 12 bilhões para investir/Meirelles e Maia utilizam voos da FAB em agendas. Pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), têm usado aviões da Força Aérea Brasileira para viajar pelo País. Maia voou 63 vezes com aeronaves da FAB desde dezembro – 33 delas para o Rio, seu domicílio eleitoral. Já Meirelles voou 42 vezes desde dezembro. A Câmara e a Fazenda dizem cumprir as normas estabelecidas para o uso das aeronaves e negam irregularidades/Correios entram em greve em todo o País/Governo deve elevar bônus para auditores. Com ameaça de greve dos funcionários da Receita e do Trabalho, governo estuda elevar de R$ 3 mil para R$ 4,5 mil a gratificação mensal/Colombianos elegem deputados e senadores. Duelo. Eleitores escolheram não apenas deputados e senadores, mas também os candidatos a presidente pelas coligações de direita e esquerda; partidos conservadores, vitoriosos no pleito, prometem alterar acordo de paz firmado entre o governo e as Farc/Editorial1: Devolver o dinheiro ao dono. A gestão dos recursos públicos não cabe ao Poder Judiciário. Não é ele que deve definir o uso específico das verbas recuperadas da corrupção/Editorial2: Fim de jogo. Em boa hora, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou o projeto de liberação de jogos de azar no País, de autoria do senador Ciro Nogueira (PPPI). Com 13 votos contrários e apenas 2 favoráveis, a votação, ocorrida na quarta-feira passada, foi expressiva o bastante para desencorajar novas tentativas de fazer avançar uma pauta que nenhum bem poderia trazer à Nação/Editorial3: As condições para a inovação. É preciso olhar a inovação com profissionalismo. O mundo avança com rapidez e há cada vez menos espaço para o amadorismo e o voluntarismo.

Manchete e submanchetes do jornal Folha de São Paulo: : Programa para o álcool cria embate no governo. Fazenda resiste a proposta de aumentar etanol na mistura com a gasolina. O RenovaBio, programa de incentivo aos biocombustíveis aprovado em lei no final do ano passado, provocou embate interno no governo Michel Temer (MDB). As pastas da Casa Civil e da Fazenda divergem acerca de decreto para elevar a mistura de álcool na gasolina. Assim como o setor sucroalcooleiro, a Casa Civil defende que a mistura passe dos atuais 27% para 30%, até 2030, e 40%, até 2040. A área econômica resiste à ideia, por entender que haverá perda de arrecadação e aumento de preços, com impacto direto na inflação. Sobre a gasolina incidem os tributos federais PIS, Cofins e Cide. Segundo a Fazenda, a alteração em estudo resultaria em perda de ao menos R$ 4 bilhões anuais. Para consultorias, haveria um aumento gradual de até R$ 0,06 por litro, devido à elevação dos custos. Afetados pela reviravolta das políticas do governo Dilma Rousseff (PT), os produtores apoiam o programa. Se o pleito for atendido, a participação do etanol na oferta nacional de combustível chegará a 55% em 2030, calcula o Ministério de Minas e Energia/Todo traficante em São Paulo está | a serviço do PCC. Entrevista da 2ª. A juíza Patrícia Alvares 3 Cruz, 49, que desde janeiro é corregedora de inquéritos policiais em São Paulo, afirma que todo traficante, mesmo os menores e ainda que de maneira indireta, trabalha para o PCC e precisa ser tratado com rigor. De acordo com ela, toda a droga vendida no estado é distribuída pela facção/Vinícius Mota: Hábil, Kassab sente antes o cheiro do poder. As condições materiais para uma candidatura presidencial provavelmente são as mais adversas desde a reinstalação do voto direto. Se há vetores que estimulam a profusão de candidaturas, a grana curta atua na contramão. Na confusão, um algoritmo demonstrou capacidade de predição. Chama-se Gilberto Kassab/Leandro Colon: Ao enviar carta a Dodge e visitar Cármen, Temer age como cidadão diferenciado. Elite da classe política mantém pensamento de que não deve ser tratada como um cidadão ‘comum’/Políticos rebaixam pretensão eleitoral contra perda de foro. Ao menos 40 alvos da Lava Jato podem ter casos remetidos à 1ª instância/Partidos oferecem comando local para atrair deputados. Além da promessa de uma boa fatia do fundo eleitoral, partidos estão ofertando o comando das legendas em municípios e estados para atrair deputados e engordar seus quadros durante a janela partidária iniciada na quinta (8)/Temer mira Maia com reforma ministerial. Negociação com partidos que querem cargos é estratégia para enfraquecer candidatura do deputado ao Planalto/Editorial1: Investigar Temer. A despeito de limitações impostas pela Carta de 1988, é desejável que se avance na apuração/Editorial2: Credibilidades em risco. Nova fase da Operação Carne Fraca investiga apenas o setor de aves e, especificamente, a BRF.

Manchete do jornal Correio Braziliense: Eleições vão atrasar concursos e nomeações. Lei eleitoral determina a suspensão de contratações no serviço público no período que vai de três meses antes do pleito até a posse dos eleitos/Saúde perde R$ 100 bi ao ano por má gestão. Um dos principais desperdícios da saúde é a quantidade de exames realizados e a campeã é a saúde suplementar, que envolve os planos de saúde. As taxas de utilização de tomografia computadorizada, 146,8 por mil beneficários, e de ressonância nuclear magnética (147,1) superam as médias de utilização dos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que são 144,1 e 67 por mil beneficiários, respectivamente, segundo dados da Federação Nacional de Saúde Complementar (FenaSaúde)/Divisão entre ministros abre guerra no STF. As declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello sobre o poder da presidente da Corte, Cármen Lúcia, agitaram os bastidores do STF e estimularam advogados a ampliarem a pressão para que ela coloque em pauta o debate sobre a prisão após condenação em segunda instância/Temer promete acordo com UE/Muitos candidatos, poucas certezas. A sete meses das eleições presidenciais, além da dúvida sobre a viabilidade e a qualidade dos candidatos postos ao Planalto, os brasileiros sequer conseguem prever se todos os nomes que se lançaram ou que pretendem se apresentar estarão, de fato, nas urnas em 7 de outubro. Aproveitando a crise política, partidos jogam no ar balões de ensaio na expectativa de colar no imaginário do eleitorado. E fazem isso com festa, pompa e circunstância, sem saber se, lá na frente, acabarão se tornando autores de uma grande fake news/China: todo poder a Xi-Jiping/Colômbia: presidenciáveis são escolhidos.

Manchete do jornal Valor Econômico: Importadores querem aço brasileiro sem sobretaxa. Companhias siderúrgicas dos Estados Unidos acreditam que Washington poderá excluir da sobretaxa de 25% as importações de aço semiacabado, algo que reduziria bastante o impacto, para o Brasil, das medidas protecionistas anunciadas na semana passada/Bancos já veem novo corte de juro. A pouco mais de uma semana da reunião do Copom, a expectativa de um novo corte da Selic, já contemplada pelo mercado de juros, ganha espaço também nos cenários traçados pelos economistas/Aposta em saneamento. Dez meses após assumir o comando da maior operadora privada de saneamento do país, Teresa Vernaglia, presidente da BRK Ambiental, avança em duas frentes: a difusão dos princípios de “compliance” e um plano de investimento de R$ 7 bilhões em cinco anos/ECT perde com bugigangas de sites chineses. Os dirigentes dos Correios (ECT) identificaram o crescimento súbito de uma nova figura na internet, que chamaram de “camelô eletrônico”. São importadores on-line de bugigangas baratas de sites chineses para revenda no Brasil, que não pagam impostos de importação/”Boas ideias” não podem pagar imposto. Empresas não precisam pagar contribuição previdenciária sobre “boas ideias” de funcionários, de acordo com entendimento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf)/Big Brother. Análise feita a partir da tecnologia “big data” já permite oferta de crédito com base em hábitos de consumo e até na localização do consumidor, diz Brian Cassin, CEO da Experian/Falência da Schahin começa a listar bens. Primeiro grande grupo de engenharia pego na Operação Lava-Jato a ter a falência decretada, a Schahin começa a ter os bens levantados para pagamento dos débitos/‘Inidoneidade’, um ano sem nenhum efeito. Desde que a Operação Lava-Jato foi deflagrada, há quase quatro anos, as principais empreiteiras investigadas correm para evitar a todo custo a temida declaração de inidoneidade – que fecha as portas para contratos com o poder público e pode representar a inviabilização do negócio.

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