Violência e segurança pública são temas das manchetes dos jornais

Edição: Sérgio Botêlho JORNAIS: Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Marielle presente. Multidão homenageia vereadora, e comoção toma conta do país. Nas ruas e nas redes sociais, a

Edição: Sérgio Botêlho

JORNAIS:
Manchete e submanchetes do jornal O Globo: Marielle presente. Multidão homenageia vereadora, e comoção toma conta do país. Nas ruas e nas redes sociais, a revolta contra o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes mobilizou o Brasil. A hashtag #MariellePresente dominou o Twitter, com 600 mil menções. Cerca de 50 mil pessoas no Rio e 30 mil em São Paulo participaram de protestos contra as mortes. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, veio à cidade e defendeu que a apuração do crime não fique apenas na esfera estadual/
Merval Pereira: Vereadora foi vítima de um crime político. O assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, é mais uma tragédia nessa coleção de fatos trágicos que nos consome, nós, moradores do Rio. Mas, muito mais que isso, nós brasileiros, que lutamos todos os dias pela manutenção da democracia em meio a dificuldades de diversas conotações, desde as comezinhas do cotidiano cada vez mais difícil, até a radicalização política que impede uma ação conjunta de forças apartidárias, quando momentos como esse nos confrontam/
Ancelmo Gois: Sociólogo diz que o Brasil vive ditadura do crime. Para o antropólogo Rubem César Fernandes, o assassinato de Marielle Franco é “um atentado político que beira o terrorismo. Como ocorre muito no terror não foi uma coisa pessoal. Foi um ataque cruel aos que querem a paz no Rio”/
Ascânio Seleme: Marielle é a nova heroína do Brasil. Alguns nomes ficam marcados para sempre. O de Marielle Franco será um deles. Figurará na história do Brasil ao lado de nomes como o do seringueiro Chico Mendes, do padre Josimo Tavares, da missionária Dorothy Stang, da juíza Patrícia Accioly. São pessoas que foram bárbara ou sorrateiramente assassinadas em razão de suas ideias, suas ações, seus movimentos políticos. Foram descartadas de maneira violenta pelos que se sentiam atrapalhados ou eram denunciados por estes heróis brasileiros
Bernardo Mello Franco: Ela lutou para não virar estatística. Marielle Francisco da Silva era negra, pobre, favelada. Neta de um retirante da Paraíba, gostava de se dizer cria da Maré. Foi ali, no bairro com a segunda maior taxa de analfabetismo do Rio, que ela começou a lutar para não virar estatística/
Míriam Leitão: O Rio está cravado de dores, e essa é intolerável. A morte de Marielle é uma derrota com tantas dimensões, que a entenderemos aos poucos. Hoje é o dia dos sentimentos fortes: o susto, a raiva, a tristeza, a indignação. Mas é preciso entender toda a vastidão dessa perda para o Rio e o país/
Frei Betto: Crime organizado proclama que é o dono do pedaço. … o crime organizado escancara suas impressões digitais e proclama que é o dono do pedaço carioca. Não pretenda a intervenção militar extirpar o conluio entre a banda podre da polícia e o narcotráfico, nem ousar defender os direitos humanos dos moradores de favelas. Este o recado dado/
Flávia Oliveira: Assassinato da vereadora afronta a democracia. Numa só mulher, muitos significados. A execução de uma parlamentar no exercício do mandato é um atentado à democracia. O solitário argumento deveria ser suficiente para o Brasil exigir justiça pelo assassinato brutal da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes. Mas Marielle foi mais. Mulher negra. De axé. Mãe. Favelada, nascida na Maré, conjunto de favelas da Zona Norte carioca. Socióloga formada pela PUC-Rio; mestre pela Universidade Federal Fluminense
Perda de R$ 446 milhões é o quarto prejuízo seguido da Petrobras/
Menos da metade dos juízes adere à paralisação da categoria/
Editorial: ‘Assassinato de vereadora afronta a democracia’. O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), na noite de quartafeira, no Estácio, é um símbolo contundente do descontrole a que chegou a segurança no Rio, situação de anomia que levou à intervenção federal. Fatos sucessivos mostram que o estado virou uma espécie de terra de ninguém. O crime, que chocou o país e repercutiu internacionalmente, aconteceu numa região central da cidade, próximo à sede da prefeitura e ao Hospital Central da Polícia Militar. Quase naquele mesmo horário, um empresário foi morto na frente do filho de 5 anos, durante uma tentativa de assalto no Cachambi, Zona Norte do Rio.

Manchete e submanchetes do jornal Estado de São Paulo: Polícia acredita em execução de vereadora; atos reúnem multidões. Marielle Franco havia denunciado supostos crimes cometidos por PMs; ataque desafia intervenção federal, que completa 1 mês. A Polícia Civil do Rio investiga a hipótese de execução para o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), anteontem à noite no centro do Rio. Ela estava com o motorista Anderson Gomes, também morto no ataque, e uma assessora, que prestou depoimento à polícia. Eles foram enterrados ontem. Criada na Maré, Marielle tinha 38 anos, era ativista dos direitos humanos e estava no primeiro mandato. No sábado, ela denunciou nas redes sociais supostos crimes que teriam sido cometidos por PMs do 41.º Batalhão na favela de Acari. A unidade é considerada a que mais mata no Rio. A ação dos criminosos é vista como uma afronta à intervenção federal no Estado, que completa um mês hoje sem resultados expressivos. O assassinato de Marielle mobilizou multidões, que foram às ruas em diversas cidades, e autoridades. O ministro da Segurança, Raul Jungmann, afirmou que a PF vai auxiliar nas investigações. O presidente Michel Temer disse que o crime é “inaceitável”. Houve manifestações dos ministros do STF e na Câmara dos Deputados/
Partidos indicam investigados para formar novo ministério. A reforma ministerial que o governo deve promover nas próximas semanas, por causa da agenda eleitoral que se inicia em 7 de abril, prazo para ministros que vão concorrer deixarem os cargos, pode levar para a Esplanada mais nomes com pendências judiciais. Pelo menos cinco dos cotados por partidos da base governista ou apoiados por ministros respondem a processos, são investigados ou já foram condenados/
Sindicato vai decidir como se financiar, diz presidente do TST. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira, defende que, com o fim do imposto sindical obrigatório, os sindicatos terão de se virar sozinhos para se financiar. Na primeira entrevista desde que assumiu, em fevereiro, o magistrado afirma que os sindicatos terão de usar a “inteligência”. “Eles precisam adotar medidas para sobreviver e são os trabalhadores que decidem”, declara/
Petrobrás tem quarto ano seguido de prejuízo/
CCR prepara oferta por parte da Invepar. A CCR planeja, em um primeiro momento, comprar os 24% da participação da OAS na Invepar, holding de infraestrutura dona da concessão do aeroporto de Guarulhos/
Editorial1: Encruzilhada histórica. O dever do Supremo, especialmente em uma hora grave como essa, é preservar a solidez institucional, sustentáculo da democracia/
Editorial2: O CNJ e a lei. O CNJ foi instado sobre a greve dos juízes. Como se sabe, a greve dos juízes é ilegal/
Editorial3: A baderna de sempre. Mais uma vez os filiados do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep) e do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) confundiram liberdade de opinião e manifestação com baderna. Como nem todos puderam entrar nas dependências da Câmara Municipal, pois o plenário onde a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) promovia uma audiência pública sobre o projeto de reforma da Previdência municipal estava lotado, tentaram invadir o prédio, o que obrigou a Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) a intervirem.

Manchete e submanchetes do jornal Folha de São Paulo: Assassinato de vereadora no Rio pressiona interventores. Marielle Franco (PSOL) teve o carro atingido por 9 tiros; milhares protestam no país contra o crime. A comoção com o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), 38, reforçou questionamentos sobre a intervenção federal no Rio e pôs sob pressão os militares responsáveis pela segurança. Crítica da violência policial, Marielle teve o carro atingido por nove tiros. O motorista, Anderson Gomes, 39, também morreu. Investigadores trabalham com a hipótese de crime encomendado. O presidente Michel Temer (MDB) disse que o crime é um atentado ao Estado de Direito e à democracia. Responsáveis pela intervenção federal afirmaram que a ação afronta o trabalho do Exército. Parte do governo federal pressiona os militares para que aceitem maior participação da Polícia Federal na investigação —ideia reforçada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O ministro Raul Jungmann (Segurança) diz que o trabalho já está federalizado. Milhares foram às ruas no país contra os assassinatos. No Rio, repetia-se o lema “Marielle, presente”/
Vladimir Safatle: Criminosos sabem que podem contar com a impunidade/
Renato Terra: Intervenção nunca mudará periferia do Rio como Marielle/
Vinícius Torres Freire: Marielle, morta pelo Estado do crime. Homicídio político a mando do crime institucionalizado é nova fase do horror: Colômbia e México/
Nelson Barbosa: Espiral de violência e intolerância precisa ser interrompida. A democracia corre risco no Brasil. Todos os candidatos deveriam cobrar a investigação da escalada de assassinatos de líderes sociais/
Mônica Bergamo: A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) revisava no celular um texto que enviaria a algum jornal quando foi assassinada no Rio de Janeiro, na quarta (14). A assessora dela, Fernanda Chaves, acompanhava a leitura/
ONU pede investigação ‘minuciosa e transparente’ de morte de Marielle. Preocupação é que o crime não represente uma escalada na impunidade no Rio/
Assassinato de Marielle faz Rodrigo Maia retomar críticas à intervenção no Rio. Em conversas com aliados, o deputado apontou o crime como resultado da falta de planejamento da operação e voltou a criticar a maneira açodada como ela foi deflagrada pelo presidente. Para Maia, Temer agiu por razões políticas, não militares.
(Mercado A14)
STF eleva fatia do Fundo Partidário para candidatas
O Supremo TribunalFederal decidiu que pelo menos 30% dos R$ 888,7 milhões do orçamento do Fundo Partidário devem ser destinados a candidaturas de mulheres. A decisão do STF derruba trecho da reforma eleitoral que previa cota máxima de 15% a candidatas. (Poder A4)
Juizes tentam dissociar greve do auxílio-moradia/
EUA apuram se Brasil compra aço chinês e revende. Os Estados Unidos veem indícios de que o Brasil estaria importando aço da China para revender externamente, prática chamada de triangulação. A suspeita deve dificultar acordo com os EUA para que o produto nacional seja isento da taxa de 25% sobre a importação/
Editorial1: Quem matou Marielle? Assassinato chocante da vereadora carioca atinge instituições e bandeiras. O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), 38, é um episódio que transcende a rotina de atrocidades cotidianas na qual se inscreve para se projetar, em sua brutalidade e carga simbólica, como um clamor contra a barbárie instalada em setores inteiros da sociedade brasileira/
Editorial2: O paradoxo Hawking, Físico britânico nunca se curvou ao que outros chamariam de destino. Contrariando previsão médica, Stephen Hawking viveu até os 76 anos, 51 além do que se calculara quando recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica. Morreu nesta quarta (14), após carreira ainda mais notável para quem carregava limitações como as suas. Nesse meio século, tornou-se o físico mais celebrado de seu tempo. Como Albert Einstein (1879-1955), adquiriu também a condição de celebridade e de figura reconhecida até por quem não se interessa por teoria da relatividade ou física quântica.

Manchete do jornal Correio Braziliense: A dupla morte de um país. Em Brasilia e diversas cidades milhares de pessoas protestam contra execução de vereadora e de motorista no Rio. Uma das suspeitas é de que eles foram alvos de milícia/
Batalhão que Marielle denunciou foi responsável por 112 homicídios em 2017/
Petrobras. Megalomania deixou marcas. Empresa divulga balanço de 2017 com prejuízo de R$446 milhões.
Fraude milionária no DFTrans leva 34 para a cadeia.

Manchete do jornal Valor Econômico: Perdas da Petrobras somam R$ 160 bi. A Petrobras teve, em 2017, seu quarto prejuízo anual consecutivo, de R$ 466 milhões. Mais uma vez, os resultados foram pressionados por efeitos não recorrentes, com destaque para o provisionamento de R$ 11,2 bilhões para encerrar a ação coletiva movida nos Estados Unidos/
Após vetos do Cade, Ultra vai buscar ativos no exterior. Após ter duas tentativas de aquisição frustradas nos últimos sete meses pelo órgão antitruste no Brasil e com R$ 6,4 bilhões em caixa, o grupo Ultra reconhece que para crescer por meio de aquisições no mercado de distribuição de combustíveis e gás liquefeito de petróleo (GLP) só mesmo no exterior/
Morte de vereadora mobiliza o país. O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, do Psol, de 38 anos, negra, de origem humilde, feminista, defensora dos direitos humanos e responsável por denúncias de abuso de violência por policiais, chocou a sociedade brasileira, despertou manifestações por todo o país e reações internacionais, com repercussão até na Organização das Nações Unidas (ONU), que exigiu rapidez nas investigações/
Unilever se reestrutura e anuncia sede em Roterdã. A Unilever escolheu Roterdã, na Holanda, para abrigar sua sede e consolidar suas operações. Hoje, ela tem duas empresas operacionais, na Holanda e no Reino Unido, cada qual com ações próprias/
Putin faz seu ‘passeio’ eleitoral na Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, quer o chamado 70-70 – participação de 70% do eleitorado e 70% dos votos – para responder aos que criticam a autocracia russa/
Contribuição sindical se mantém com liminares. Pelos menos quatro sindicatos de trabalhadores já obtiveram liminares contra o fim da obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical – um dos pontos mais polêmicos da recente reforma trabalhista/
Saúde pública e privada, uma decepção. A saúde aparece como a principal preocupação dos brasileiros, em todas as pesquisas há muitos anos. Consultores, médicos, gestores e acadêmicos enxergam agora, porém, um ponto de inflexão. Além da tendência de piora do sistema público, a saúde privada tem se tornado excessivamente cara e escassa/
Marco Aurélio pode motivar discussão em plenário sobre prisão na 2ª instância. Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser beneficiado se STF rever jurisprudência/
União Europeia pretende suspender compras de carne de frango da BRF. Bloco avalia que informações fornecidas pelo governo brasileiro foram insuficientes/
BNDES aprova consolidação entre Suzano e Fibria/
Editorial: Rede de benefícios une o corporativismo estatal. O corporativismo da Justiça, que reivindica vantagens para si, as concede nas demandas corporativas dos funcionários/

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